Cobra-grande
Credo! Cruz
Lá vem a cobra-grande
Lá vem a boi-una de prata
A danada vem rente à beira do rio
E o vento grita alto no meio da mata
Credo! Cruz!
Cunhantã te esconde
Lá vem a cobra-grande á, á
Faz depressa uma oração
Pra ela não te levar á, á
A floresta tremeu quando ela saiu
Quem estava lá perto de medo fugiu
E a boi-una passou logo tão depressa
Que somente um clarão foi que se viu
Cunhantã te esconde
Lá vem a cobra-grande á, á
Faz depressa uma oração
Pra ela não te levar á, á
A noiva cunhantã está dormindo a medrosa
Agarrada com força no punho da rede
E o luar faz mortalha em cima dela
Pela fresta quebrada da janela
É cobra-grande
Lá vai ela
Cobra-grande
Dios mío! Cruz
Aquí viene la cobra-grande
Aquí viene la boa-una de plata
La maldita viene cerca del río
Y el viento grita fuerte en medio de la selva
Dios mío! Cruz!
Cunhantã, escóndete
Aquí viene la cobra-grande, sí, sí
Reza rápido una oración
Para que no te lleve, sí, sí
La selva tembló cuando ella salió
Quien estaba cerca huyó de miedo
Y la boa-una pasó tan rápido
Que solo se vio un destello
Cunhantã, escóndete
Aquí viene la cobra-grande, sí, sí
Reza rápido una oración
Para que no te lleve, sí, sí
La novia cunhantã está durmiendo asustada
Agarrada fuertemente al borde de la hamaca
Y la luna hace mortaja sobre ella
Por la ventana rota
Es la cobra-grande
Allá va ella
Escrita por: Waldemar Henrique