Na Boca da Mina
Coisinha rica, você é um tesouro
Me mostra o dente, quanto ouro
Agora há pouco observei seu riso
E avaliei somente o siso
Já nos tirava dessa pindaíba
E nos botava numa bem melhor
Amore, compreenda
Você dá uma mão, eu tenho prática de boticão
A gente deixa uma reserva boa
Tem o molar, tem o canino
É mais prudente, a gente nunca sabe
Tem a menina, tem o menino
Se a bruxa volta, o nosso calo aperta
A gente sabe que ainda arranja algum
Minha nega, compreenda
Vê se dá uma mão pra nós, eu tenho prática de boticão
Eu tô cansado de vender meu sangue
Eu ando fraco, eu ando exangue
Ainda ontem me flagrei pensando
Eu vendo um rim, e vou levando
Mas tenho medo de ser castigado
E um dia desses não levantar mais
Pelo amor de Deus amore, compreenda, é pra nós
Você dá uma mão, eu tenho prática de boticão
Tô falando, eu tenho manha, com o boticão
Eu tenho prática, de mundo (cão)
En la Boca de la Mina
Cosa rica, eres un tesoro
Muéstrame los dientes, cuánto oro
Hace un momento observé tu risa
Y solo evalué la sabiduría
Ya nos sacaba de esta pobreza
Y nos ponía en algo mucho mejor
Amor, entiende
Tú echas una mano, yo tengo práctica de boticón
Dejamos una buena reserva
Está el molar, está el canino
Es más prudente, nunca se sabe
Está la niña, está el niño
Si la bruja regresa, aprieta nuestro callo
Sabemos que aún encontramos algo
Mi negra, entiende
A ver si nos echas una mano, yo tengo práctica de boticón
Estoy cansado de vender mi sangre
Estoy débil, estoy exangüe
Ayer mismo me sorprendí pensando
En vender un riñón, y sigo adelante
Pero tengo miedo de ser castigado
Y un día de estos no levantarme más
Por amor de Dios amor, entiende, es para nosotros
Tú echas una mano, yo tengo práctica de boticón
Estoy diciendo, tengo maña, con el boticón
Tengo práctica, de mundo (perro)