395px

De Dónde Vengo

Wellington Braza

De Onde Eu Vim

Eu vim de la dos barracos de madeira
Das vielas, das trincheiras
Vim de la pra te mostrar
Que nem todo preto e ladrao
Nem todo truta e irmão
Isso eu posso comprovar
Aqui aprendemos na marra, na luta diaria
Sem milho nem falha não atravessa na ideia não
Cê vacilou desceu, não deu valor perdeu
O seu espaço so comeca onde termina o meu

Pique dona ivone lara eu vim de la pequenininho
E aprendi que pra chegar tem que ser no sapatinho
Devagar, devagarinho pra não causar intriga
Aqui e tudo na surdina sem chamar atencao de ze povinho
A disciplina se aprende desde crianca
Pra não atrapalhar o bonde se não manja nem entra na danca
Fica de canto se ponha no seu lugar
Não e porque um tá mandando que você pode mandar
Tem que saber chegar, respeitar os mano pra
O respeito mutuo você conquistar
Quem quer chega e faz quem não quer copia
Será um eterno seguidor que segue so as pegas na trilha
Aqui não, abrimos novos caminhos
Em qualquer lugar nos nos sentimos passarinhos no ninho
Tru, e muito aprendizado
E so quem vem de la tá ligado

Eu vim de la dos barracos de madeira
Das vielas, das trincheiras
Vim de la pra te mostrar
Que nem todo preto e ladrao
Nem todo truta e irmão
Isso eu posso comprovar

Aqui aprendemos na marra, na luta diaria
Sem milho nem falha não atravessa na ideia não
Cê vacilou desceu, não deu valor perdeu
O seu espaco so comeca onde termina o meu

Nóis não chora pitanga nem pelo leite derramado
Ou arregaca as mangas ou vai pra lona mano nocauteado
A regra e clara aqui se faz aqui se paga
Malandragem vem das ruas e ela não aceita falha
Sorriso estampada na cara, vitória cravada vencemos a luta
Bloco comprado, cimento na bala, amanhã já levanta a estrutura
Ando com a fe carregado de axe porque sei que e a única que não vai falhar
Patua no peito e meu escudo salve oxala
Os orixas que nos protegem
As coisas ficam ruim nóis ajoelha e faz uma prece
Nóis quer ouro, nóis quer viver bem
Sentar numa roda de parceiro contando nota de cem
Mas cuidado, confia desconfiando
Aperto de mão confunde pelas costas ficam te julgando
Eu não preciso fingir nem criar trama
Eu faco parte dos que vivem em corpo e alma o nego drama

Eu vim de la dos barracos de madeira
Das vielas, das trincheiras
Vim de la pra te mostrar
Que nem todo preto e ladrao
Nem todo truta e irmão
Isso eu posso comprovar

Aqui aprendemos na marra, na luta diaria
Sem milho nem falha não atravessa na ideia não
Cê vacilou desceu, não deu valor perdeu
O seu espaco so comeca onde termina o meu

De Dónde Vengo

Vengo de los barracones de madera
De los callejones, de las trincheras
Vengo de allá para mostrarte
Que no todo negro es ladrón
Ni todo amigo es hermano
Esto lo puedo comprobar
Aquí aprendemos a la fuerza, en la lucha diaria
Sin maíz ni falla, no se atraviesa en la mente
Te descuidaste, bajaste, no valoraste y perdiste
Tu espacio solo comienza donde termina el mío

Al estilo de doña Ivone Lara, vengo de allá desde pequeño
Y aprendí que para llegar hay que ir paso a paso
Lento, despacito para no causar problemas
Aquí todo es discreto, sin llamar la atención de la gente
La disciplina se aprende desde niño
Para no estorbar al grupo, si no entiendes, no entres en la danza
Quédate en tu rincón, ponte en tu lugar
No porque uno esté mandando significa que tú puedes mandar
Hay que saber llegar, respetar a los hermanos
Para ganarte el respeto mutuo
Quien quiere llegar y hacer, quien no quiere copia
Será un eterno seguidor que solo sigue las huellas en el camino
Aquí no, abrimos nuevos caminos
En cualquier lugar nos sentimos como pájaros en el nido
Es mucho aprendizaje
Solo quienes vienen de allá lo entienden

Vengo de los barracones de madera
De los callejones, de las trincheras
Vengo de allá para mostrarte
Que no todo negro es ladrón
Ni todo amigo es hermano
Esto lo puedo comprobar

Aquí aprendemos a la fuerza, en la lucha diaria
Sin maíz ni falla, no se atraviesa en la mente
Te descuidaste, bajaste, no valoraste y perdiste
Tu espacio solo comienza donde termina el mío

No lloramos por tonterías ni por la leche derramada
O te pones las pilas o te quedas en la lona, noqueado
La regla es clara, aquí se hace, aquí se paga
La astucia viene de las calles y no acepta fallas
Sonrisa en la cara, victoria asegurada, ganamos la pelea
Bloque comprado, cemento en la bala, mañana ya se levanta la estructura
Ando con la fe cargada de axé porque sé que es la única que no fallará
Amuleto en el pecho y mi escudo, salve Oxalá
Los orishas que nos protegen
Cuando las cosas se ponen difíciles, nos arrodillamos y rezamos
Queremos oro, queremos vivir bien
Sentarnos en ronda con amigos contando billetes de cien
Pero cuidado, confía desconfiando
Un apretón de manos confunde, a tus espaldas te juzgan
No necesito fingir ni crear tramas
Soy parte de los que viven con cuerpo y alma el drama negro

Vengo de los barracones de madera
De los callejones, de las trincheras
Vengo de allá para mostrarte
Que no todo negro es ladrón
Ni todo amigo es hermano
Esto lo puedo comprobar

Aquí aprendemos a la fuerza, en la lucha diaria
Sin maíz ni falla, no se atraviesa en la mente
Te descuidaste, bajaste, no valoraste y perdiste
Tu espacio solo comienza donde termina el mío

Escrita por: