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Destino Perdido

Wellington Ferreira Machado

Destino Perdido

Eu fecho os olhos e vejo
Cordas e linhas, correntes e grades,
Raios e tempestades
Estou aqui, com frio em silencio
Ouvindo o último choro,
Sem ver as lágrimas
Tenho vontade de sair, andar pelas ruas
Mas as noites são escuras,
E acontecem amarguras
Não existe um lugar para mim
Como eu posso estar aqui?
Meu dia não presta,
Minha noite é perversa
Eu vivo um hoje
Esperando um amanhã,
Um amanhã, um amanhã...
Que nunca chega!
Onde está meu mundo?
Qual será meu mundo?
É material, é espiritual,
É natural, é sobrenatural...?
Serei eu, o estranho da sociedade!!
Não queria fazer parte da humanidade!
Mas desejo andar pela cidade
Eu sou o problema, o problema é meu,
Quem resolve sou eu!
Pois eu sou um bicho
Ao mesmo tempo um homem
Um monstro e de repente um herói
Não existe um lugar para mim
Pois estou aqui, queria estar aí, ali, acolá...
Lá em meu lugar,
Onde eu pudesse me encontrar.
Por que nasci!?
Pra que nasci!?
Por que vivo!?
Pra que vivo!?
Quem vai me explicar!!
A teoria, a teologia,
A psicologia, a antropologia...?
Ainda é muito pouco para mim,
Eu quero é prova e ainda quero o troco
Nem que esteja morto
Será que eu tenho que ser sempre
O modelo, o homem econômico
Economizar a vida,
Pra evitar a morte
Economizar a exposição,
Pra evitar a doença
Economizar o exagero,
Pra evitar a violência
Economizar o dinheiro,
Pra evitar a pobreza
E ainda falam para mim
Cara, você é um homem culto,
Inteligente, se poupe, se economize!
Mas ainda me vejo como um homem das cavernas
Mesmo sabendo que não sou
Sabendo que busco não ser
Eu não sei de nada,
Eu não tenho nada,
Eu não sou nada...
E nesta madrugada
Eu espero o amanhã,
O amanhã, o amanhã...
Que nunca chega
Razão, emoção, amor,
Paixão, desejo, fantasia...
Ilusão, depressão,
Desespero, frustração...
Cadê o meu futuro?
Por que esse presente?
Eu sou gente, descontente
Tenho medo, mas vou com fé
Tenho coragem e vou a pé.

Destino Perdido

Cierro los ojos y veo
Cuerdas y líneas, cadenas y rejas,
Rayos y tormentas
Estoy aquí, con frío en silencio
Escuchando el último llanto,
Sin ver las lágrimas
Tengo ganas de salir, caminar por las calles
Pero las noches son oscuras,
Y suceden amarguras
No hay un lugar para mí
¿Cómo puedo estar aquí?
Mi día no sirve,
Mi noche es perversa
Vivo un hoy
Esperando un mañana,
¡Un mañana, un mañana...
¡Que nunca llega!
¿Dónde está mi mundo?
¿Cuál será mi mundo?
¿Es material, es espiritual,
Es natural, es sobrenatural...?
¿Seré yo, el extraño de la sociedad!
¡No quería formar parte de la humanidad!
Pero deseo caminar por la ciudad
Soy el problema, el problema es mío,
¡Quien resuelve soy yo!
Pues soy una bestia
Al mismo tiempo un hombre
Un monstruo y de repente un héroe
No hay un lugar para mí
Pues estoy aquí, quería estar allá, allí, acullá...
Allá en mi lugar,
Donde pudiera encontrarme.
¡Por qué nací!?
¡Para qué nací!?
¡Por qué vivo!?
¡Para qué vivo!?
¡Quién me va a explicar!
La teoría, la teología,
La psicología, la antropología...?
Aún es muy poco para mí,
Quiero es prueba y aún quiero el vuelto
Aunque esté muerto
¿Tengo que ser siempre
El modelo, el hombre económico
Economizar la vida,
Para evitar la muerte
Economizar la exposición,
Para evitar la enfermedad
Economizar el exceso,
Para evitar la violencia
Economizar el dinero,
Para evitar la pobreza
Y aún me dicen
Chico, eres un hombre culto,
Inteligente, ¡ahórrate, economízate!
Pero aún me veo como un hombre de las cavernas
Aunque sé que no lo soy
Sabiendo que busco no ser
No sé nada,
No tengo nada,
No soy nada...
Y en esta madrugada
Espero el mañana,
¡El mañana, el mañana...
¡Que nunca llega
Razón, emoción, amor,
Pasión, deseo, fantasía...
Ilusión, depresión,
Desespero, frustración...
¿Dónde está mi futuro?
¿Por qué este presente?
Soy gente, descontento
Tengo miedo, pero voy con fe
Tengo coraje y voy a pie.

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