Ficção
Tudo aconteceu
Na vida que cê não viveu
Tudo aqui enlouqueceu
Todo amor aqui se perdeu
Então pode me culpar
Por ainda te amar
Mas eu nunca vou te culpar
Por me odiar
Eu sei que você ainda pensa em mim
Como que a nossa história pode chegar ao fim
Eu sei que sou um vira-lata
Buscando migalhas
De amor nas ruas
Da solidão
Se eu vivo o passado
O presente é uma simulação
Todos a minha volta são atuação
Aquela nossa história era ficção
Eu penso em voltar mas algo que não lembrei
Daquela criança, que senhava
Daquela moça que disse que me amava
Ou outra vez, que eu não prestava
Algo que me fez viajar
Entre os mundos profundos imundos
Profanos humanos
Tentando buscar uma saída
De uma vida perdida
Que não pode pagar a sua dívida
Com a morte, vivendo cada segundo contando com a sorte
Para ela aceitar, o meu sofrimento como pagamento
Eu devia saber
Que nunca signifiquei nada pra você
Eu queria entender
Por que eu não consigo esquecer
Se você me fez sofrer
Viramos lembranças do que éramos antes de tudo
Das estrelas, do mundo
Mas quando a saudade bater vai me ligar
E eu não vou atender, vai me chamar pra conversar
Eu não vou responder, eu preciso partir
Não vou mais estar aqui
Porque eu cansei
Me cortei, chorei, gritei, sangrei, dancei
Eu corri por você
Eu sorrir por te ter
Te amei
Eu te amei
Eu te amei
Mas com isso aprendi
Que primeiro a gente aprende a viver
É bem melhor
É bem melhor morrer vivendo
Do que viver morrendo
É bem melhor!
É bem melhor!
Tudo aconteceu na vida que cê não viveu
Ficción
Todo sucedió
En la vida que no viviste
Todo aquí enloqueció
Todo amor aquí se perdió
Así que puedes culparme
Por seguir amándote
Pero nunca te culparé
Por odiarme
Sé que aún piensas en mí
¿Cómo nuestra historia puede llegar a su fin?
Sé que soy un perro callejero
Buscando migajas
de amor en las calles
de la soledad
Si vivo en el pasado
El presente es una simulación
Todos a mi alrededor son actuación
Esa historia nuestra era ficción
Pienso en regresar pero algo que olvidé
De aquel niño que soñaba
De aquella chica que dijo que me amaba
Otra vez, que no valía la pena
Algo que me hizo viajar
Entre mundos profundos inmundos
Profanos humanos
Intentando encontrar una salida
De una vida perdida
Que no puede saldar su deuda
Con la muerte, viviendo cada segundo contando con la suerte
Para que acepte mi sufrimiento como pago
Debí saber
Que nunca significaba nada para ti
Quería entender
Por qué no puedo olvidar
Si me hiciste sufrir
Nos convertimos en recuerdos de lo que éramos antes de todo
De las estrellas, del mundo
Pero cuando la nostalgia apriete, me llamarás
Y no contestaré, me llamarás para hablar
No responderé, debo marcharme
Ya no estaré aquí
Porque me cansé
Me corté, lloré, grité, sangré, bailé
Corrí por ti
Sonreí por tenerte
Te amé
Te amé
Te amé
Pero con eso aprendí
Que primero aprendemos a vivir
Es mucho mejor
Es mucho mejor morir viviendo
Que vivir muriendo
¡Es mucho mejor!
¡Es mucho mejor!
Todo sucedió en la vida que no viviste
Escrita por: Wellyson Paiva / William Silva