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Pájaro cautivo

Wilson Aragão

Pássaro Cativo

Era uma noite... uma noite qualquer
Nada mais do que uma noite...
Uma poesia entrou de vez pela janela e nem pediu licença
Nem perguntou se os seres humanos sabem suportar o peso dos seus erros

Quisera fosse um pássaro cativo
Pudesse cantar preso, forte e altivo
E sonhar com o Trem da Saudade
Sem desilusões
E fosse cheio o seu cantar, aberto...
Vazio de ingratidões
Aí quem sabe pudesse bater as asas da noite de outro ninho
Viver em conjunto, mas sem viver sozinho...

Pájaro cautivo

Era una noche... una noche cualquiera
Nada más que una noche...
Una poesía entró de lleno por la ventana y ni pidió permiso
Ni preguntó si los humanos saben soportar el peso de sus errores

Ojalá fuera un pájaro cautivo
Pudiera cantar preso, fuerte y altivo
Y soñar con el Tren de la Nostalgia
Sin desilusiones
Y fuera pleno su cantar, sincero...
Vacío de ingratitudes
Ahí quién sabe podría batir las alas de la noche desde otro nido
Vivir en conjunto, pero sin vivir solo...

Escrita por: Regina De Ondina / Wilson Aragão