Martim Pescador
Não é dourado, grumatã nem surubi
O rio é baixo, não precisa de canoa
Ele só quer um pequeno lambari
Que vê prateando sob os pingos da garoa
Cada galho para ti é um pesqueiro
Para mim, cada pesqueiro é um sofrimento
Com sol e chuva e o vento frio do pampeiro
Noite e dia levantando acampamento
(Todos te chamam de Martim Pescador)
(Quando mergulhas afogando tua mágoa)
(Porque tu pescas todo dia por aí)
(E o teu trabalho é só botar o peito n'água)
Bicho-homem não pesca de peito aberto
E pega o peixe numa luta desigual
Mas não te assustas, companheiro, longe é perto
Para quem vai buscar o pão ao natural
Ah, se eu tivesse outro ramo de negócio
E que não fosse de explorar a natureza
Não estaria te roubando, velho sócio
Pra mim é isca o que é pão pra tua mesa
(Todos te chamam de Martim Pescador)
(Quando mergulhas afogando tua mágoa)
(Porque tu pescas todo dia por aí)
(E o teu trabalho é só botar o peito n'água)
Martín Pescador
No es dorado, grumatán ni surubí
El río está bajo, no necesita canoa
Él solo quiere un pequeño pejerrey
Que ve plateando bajo las gotas de la llovizna
Cada rama para ti es un lugar de pesca
Para mí, cada lugar de pesca es un sufrimiento
Con sol y lluvia y el viento frío del pampero
Día y noche levantando campamento
(Todos te llaman Martín Pescador)
(Cuando te sumerges ahogando tu pena)
(Porque pescas todos los días por ahí)
(Y tu trabajo es solo poner el pecho en el agua)
El ser humano no pesca con el pecho al descubierto
Y atrapa al pez en una lucha desigual
Pero no te asustas, compañero, lejos es cerca
Para aquellos que buscan el pan de forma natural
Ah, si tuviera otro negocio
Que no fuera explotar la naturaleza
No te estaría robando, viejo socio
Para mí es carnada lo que es pan para tu mesa
(Todos te llaman Martín Pescador)
(Cuando te sumerges ahogando tu pena)
(Porque pescas todos los días por ahí)
(Y tu trabajo es solo poner el pecho en el agua)
Escrita por: José V. Leães / Adroaldo Mendes Machado