Barquinho de Papel
Meu barquinho de papel, de menino marinheiro
Quase sempre era o primeiro nas regatas da sarjeta
Eu seguia rua afora, a cuidar do meu barquinho
Sempre atento as grandes ondas e arrecifes do caminho...
Certa feita na enxurrada... meu barco se desgarrou!
E apesar do meu lamento, bem ao fim do calçamento
Meu barquinho naufragou!
De tudo guardo, tão só, lembrança que não termina
Do cais do porto da esquina bem junto a velha calçada
E uma saudade sem dó, dentro do peito ancorada
Barquito de Papel
Mi barquito de papel, de niño marinero
Casi siempre era el primero en las regatas de la cuneta
Seguía calle adelante, cuidando de mi barquito
Siempre atento a las grandes olas y arrecifes del camino...
Una vez, en la tormenta... ¡mi barco se desgarró!
Y a pesar de mi lamento, al final del pavimento
¡Mi barquito naufragó!
De todo guardo, tan solo, recuerdos que no terminan
Del muelle del puerto de la esquina junto a la vieja acera
Y una añoranza sin piedad, anclada en mi pecho
Escrita por: José Antonio Macedo / Wilson Paim