395px

El Swing

X-Ratão

O Gingado

Deu nove da noite
E eu já vesti minha peita
Vou marcar uns mano
Na entrada do Maletta
Entro no balaio
Cumprimento a condução
Quatro e cinco não tá dando
Hoje vai ter que ser pulão

Olho pra cima
Mando um salve pros dedo sujo
Cuidado Homem-Aranha
Que os polícia tão no abuso
Que semana longa
E ainda é segunda
A mão invisível do mercado
Tá apertando a minha bunda

E na parede do enquadro
Já to passando é vergonha
Tira a mão ô seu polícia
Que aí eu não guardo maconha
Todo dia é assim
Sinto um vazio, não sei vocês
O dia mal começou
E eu já fui derrotado umas seis vez

Vou me divertir
Por que a vida só me fode
A banda é dos meus amigos
E a noite é de mosh
Chega uns menorzin
Aplica um kunk
Que hoje é dia de punk
Mais tarde vou arrastar pro baile funk

Nas ruas de asfalto
Sinto meu talento nato
Retrato que de fato
Virei Midas no meu tato
De imediato
Eu cheguei no ponto exato
E é tão alto
Que hoje cês respeita o quinto rato

O mundo tá virado
Eu vejo tudo de outra ótica
Construção, destruição
Numa cidade caótica
O ponteiro vai girando
Em BH na madrugada
O movimento infinito
Dinamiza as calçadas
Persistência da memória
Num sentido natural
Sou o Salvador Dalí
Mostrando um flow surreal
Percebo o triste fim
Em cada presidente eleito
Pra não ser um personagem
Como os de Lima Barreto

Só autoestima e otimismo
Como ponto forte
Agora entendo Belchior
Em Sujeito de Sorte
O capital é um assalto
O Estado é um assalto
O sistema é um assalto
E eu grito "mãos ao alto! "

Tantas almas perdidas
Quem é que vai me salvar
Essa hóstia envenenada
Alterou meu paladar
Desigualdade e fome
Você já sabe o final
Os lampião urbano
Banditismo social

Mais um maço ao mormaço
Mais um passo ao espaço
Mas sem espaço pro fracasso
E quem somos nesse espaço
O próximo do beck na roda
Que só se alucinado acorda
Envolto da teoria das cordas

Onde o biopoder garante o poder ter
Mas não permite nem saber nem querer ser
Somente o falso lazer
Que nos cega de poder
Ser ou não ser não faz sentido
Com uma casa pra erguer
Sabotando o Estado
Buscando mentes mais racionais
Onde a poesia nasce
E o Rap aqui jaz
Por que não é só morto
Que se deseja estar em paz
Por que não é só morto
Que se deseja estar em paz

El Swing

De noche son las nueve
Y ya me puse mi camiseta
Voy a encontrarme con unos amigos
En la entrada del Maletta
Entro en el lío
Saludo al conductor
El cuatro y cinco no está funcionando
Hoy toca saltar

Miro hacia arriba
Saludo a los sucios
Cuidado Hombre Araña
Que la policía está abusando
Qué semana larga
Y todavía es lunes
La mano invisible del mercado
Está apretando mi trasero

Y en la pared de la redada
Ya estoy pasando vergüenza
¡Quita la mano, policía!
Que ahí no guardo marihuana
Todos los días es igual
Siento un vacío, no sé ustedes
El día apenas comienza
Y ya fui derrotado seis veces

Voy a divertirme
Porque la vida solo me jode
La banda es de mis amigos
Y la noche es de mosh
Llegan unos chicos
Aplican un kunk
Porque hoy es día de punk
Más tarde voy a arrastrar al baile funk

En las calles de asfalto
Siento mi talento innato
Retrato que de hecho
Me convertí en Midas en mi tacto
Inmediatamente
Llegué al punto exacto
Y es tan alto
Que hoy ustedes respetan al quinto ratón

El mundo está al revés
Veo todo desde otra óptica
Construcción, destrucción
En una ciudad caótica
El puntero sigue girando
En BH en la madrugada
El movimiento infinito
Dinamiza las aceras
Persistencia de la memoria
En un sentido natural
Soy el Salvador Dalí
Mostrando un flujo surrealista
Percibo el triste final
En cada presidente electo
Para no ser un personaje
Como los de Lima Barreto

Solo autoestima y optimismo
Como punto fuerte
Ahora entiendo a Belchior
En 'Sujeto de Suerte'
El capital es un asalto
El Estado es un asalto
El sistema es un asalto
Y grito '¡manos arriba!'

Tantas almas perdidas
¿Quién va a salvarme?
Esta hostia envenenada
Alteró mi paladar
Desigualdad y hambre
Ya sabes cómo termina
Los lamparones urbanos
Bandolerismo social

Otro paquete al calor
Otro paso al espacio
Pero sin espacio para el fracaso
Y quiénes somos en este espacio
El próximo del porro en la ronda
Que solo despierta alucinado
Envuelto en la teoría de las cuerdas

Donde el biopoder garantiza el poder tener
Pero no permite ni saber ni querer ser
Solo el falso placer
Que nos ciega de poder
Ser o no ser no tiene sentido
Con una casa por construir
Saboteando al Estado
Buscando mentes más racionales
Donde nace la poesía
Y el Rap aquí yace
Porque no solo los muertos
Desean estar en paz
Porque no solo los muertos
Desean estar en paz

Escrita por: