Isso Não São Horas (part. Catoni e Jorge Zagaia)
Isso não são horas
De você chegar
Só pra me contrariar
Eu vou lhe abandonar
Já estou cansado de penar
Obra da fatalidade
Um acontecimento na vida real
Pois o homem que é homem não chora
A mulher vai embora, isso é natural
Essa mulher não me ama
Essa mulher não me adora
Quando ela me vê no samba
Não sei por quê que ela chora
Isso não são horas
De você chegar
Só pra me contrariar
Eu vou lhe abandonar
Já estou cansado de penar
Néri de pipirinéris conversa de néris
Eu fui sabedor
Deste um baile em tua casa
Porque não me convidou?
Eu vou lhe dar um conselho
Você quer é se livrar
Acho bom voltar pra casa, preta
Para nossos filhos criar
Isso não são horas
De você chegar
Só pra me contrariar
Eu vou lhe abandonar
Já estou cansado de penar
Até nas flores se encontram
A liberdade da sorte
Uma se encontram na vida
E a outra se encontram na morte
Alecrim na beira d'água
Chora a terra em que nasceu
Eu também tenho chorado
Pelo amor que foi meu
Isso não são horas
De você chegar
Só pra me contrariar
Eu vou lhe abandonar
Já estou cansado de penar
Da Bahia me mandaram
Me mandaram me chamar
Eu mandei dizer a bela
Sem pandeiro eu não vou lá
Eu nasci em 75, Xangô
No ano do ero forte
No dia 2 de novembro
Aniversário da morte
Isso não são horas
De você chegar
Só pra me contrariar
Eu vou lhe abandonar
Já estou cansado de penar
Santo Antônio pequenino
É um santo velhacão
Pedi uma cabrocha pra mim
Ele me mandou uma porção
A mulher para ser minha
Tem que ser namoradinha
Come pão com banana em casa
E diz a vizinha que comeu galinha
Isso não são horas
De você chegar
Só pra me contrariar
Eu vou lhe abandonar
Já estou cansado de penar
Esto no son horas (parte de Catoni y Jorge Zagaia)
Esto no son horas
De que llegues
Solo para contradecirme
Te voy a abandonar
Ya estoy cansado de sufrir
Obra de la fatalidad
Un acontecimiento en la vida real
Porque el hombre que es hombre no llora
La mujer se va, eso es natural
Esta mujer no me ama
Esta mujer no me adora
Cuando me ve en el samba
No sé por qué llora
Esto no son horas
De que llegues
Solo para contradecirme
Te voy a abandonar
Ya estoy cansado de sufrir
Néri de pipirinéris, conversa de néris
Me enteré
De un baile en tu casa
¿Por qué no me invitaste?
Te daré un consejo
Lo que quieres es deshacerte
Sería bueno que vuelvas a casa, negra
Para criar a nuestros hijos
Esto no son horas
De que llegues
Solo para contradecirme
Te voy a abandonar
Ya estoy cansado de sufrir
Hasta en las flores se encuentran
La libertad del destino
Unas se encuentran en la vida
Y otras se encuentran en la muerte
Alecrín al borde del agua
Llora la tierra en la que nació
Yo también he llorado
Por el amor que fue mío
Esto no son horas
De que llegues
Solo para contradecirme
Te voy a abandonar
Ya estoy cansado de sufrir
Desde Bahía me mandaron
Me mandaron a llamar
Le dije a la bella
Sin pandero no voy allá
Nací en el 75, Xangô
En el año del ero fuerte
El 2 de noviembre
Aniversario de la muerte
Esto no son horas
De que llegues
Solo para contradecirme
Te voy a abandonar
Ya estoy cansado de sufrir
Santo Antônio pequeñito
Es un santo astuto
Pedí una cabrocha para mí
Él me mandó un montón
La mujer para ser mía
Debe ser cariñosa
Come pan con banana en casa
Y le dice a la vecina que comió pollo
Esto no son horas
De que llegues
Solo para contradecirme
Te voy a abandonar
Ya estoy cansado de sufrir
Escrita por: Xango da Mangueira / Catoni