Olhar
Não tenho outra voz além da que calo
E nenhuma palavra senão a que falo
De boca fechada,
Não há qualquer grito dentro desse peito,
Nem nada a fazer, tudo já foi feito
Ou, quem sabe, nada,
Só tenho um olhar que não me deixa mudo,
Olhar tagarela, que olha e diz tudo com o seu brilhar,
Brilho que deixa minh'alma tão leve,
Olhar indiscreto, que lê e escreve o verbo amar,
Vem, conjugar, sem julgar, vem comigo,
Vem me amar, vem cá que eu preciso cantar a beleza que não sei calar,
Falar o silêncio que quero dizer pra você, vem ...
Mirada
No tengo otra voz más allá de la que callo
Y ninguna palabra excepto la que hablo
Con la boca cerrada,
No hay ningún grito dentro de este pecho,
Ni nada que hacer, todo ya ha sido hecho
O, quién sabe, nada,
Solo tengo una mirada que no me deja mudo,
Mirada parlanchina, que mira y lo dice todo con su brillo,
Brillo que deja mi alma tan ligera,
Miradaindiscreta, que lee y escribe el verbo amar,
Ven, conjugar, sin juzgar, ven conmigo,
Ven a amarme, ven aquí que necesito cantar la belleza que no sé callar,
Decir el silencio que quiero expresar para ti, ven ...
Escrita por: Socorro Lira, Xico Bizerra