395px

Simplicidad

Xirú Missioneiro

Simplicidade

As cantigas que eu tiro da goela
Pra falar dos costumes do chão
Vem de um povo que não se engambela
Com promessa e modismo padrão

Minha origem no verso se aprega
Alicerça minha inspiração
Se o meu canto vem do gauchismo
Vai saltar na cordeona o xucrismo

É o legado de amor e civismo
Que carrego no meu coração

Minha vida tem simplicidade
Porque simples é tudo que eu canto
Mas tem raça e a identidade
Do Rio Grande que eu amo tanto

Eu sou cria da terra vermelha
São Luiz Gonzaga foi onde eu nasci
E por isso minha alma se espelha
Na querência onde eu fui guri

A velhinha minha mãe me aconselha
Pra que eu viva conforme aprendi
Com amor pelo próprio talento
A verdade e em cada argumento

Escutando seus ensinamentos
Levantei cada vez que caí

Sou poeta amante de festa
Que retrata o Rio Grande antigo
Mas aquilo que pra mim não presta
Não desfaço e também não mal digo

Pois ninguém tras escrito na testa
Se é sincero ou é falso amigo

Sendo puro não faz diferença
O que canta, o que faz, o que pensa
Independe de raça ou de crença
Pra que tenha amizade comigo

Eu sou cria da terra vermelha
São Luiz Gonzaga foi onde eu nasci
E por isso minha alma se espelha
Na querência onde eu fui guri

A velhinha minha mãe me aconselha
Pra que eu viva conforme aprendi
Com amor pelo próprio talento
A verdade e em cada argumento

Escutando seus ensinamentos
Levantei cada vez que caí

(Aí está simplicidade no canto gaúcho
deste meu pampa colorado)

Simplicidad

Las canciones que saco de mi garganta
Para hablar de las costumbres del suelo
Vienen de un pueblo que no se engaña
Con promesas y modismos estándar

Mi origen en el verso se arraiga
Sostiene mi inspiración
Si mi canto viene del gauchismo
Saltará en el acordeón la rudeza

Es el legado de amor y civismo
Que llevo en mi corazón

Mi vida tiene simplicidad
Porque simple es todo lo que canto
Pero tiene raza y la identidad
Del Rio Grande que tanto amo

Soy hijo de la tierra roja
San Luís Gonzaga fue donde nací
Y por eso mi alma se refleja
En la querencia donde fui niño

La ancianita, mi madre, me aconseja
Para que viva como aprendí
Con amor por mi propio talento
La verdad y en cada argumento

Escuchando sus enseñanzas
Me levanté cada vez que caí

Soy poeta amante de la fiesta
Que retrata el viejo Rio Grande
Pero lo que para mí no sirve
No deshago y tampoco mal digo

Porque nadie lleva escrito en la frente
Si es sincero o falso amigo

Siendo puro no hace diferencia
Lo que canta, lo que hace, lo que piensa
Independientemente de raza o creencia
Para que tenga amistad conmigo

Soy hijo de la tierra roja
San Luís Gonzaga fue donde nací
Y por eso mi alma se refleja
En la querencia donde fui niño

La ancianita, mi madre, me aconseja
Para que viva como aprendí
Con amor por mi propio talento
La verdad y en cada argumento

Escuchando sus enseñanzas
Me levanté cada vez que caí

(Ahí está la simplicidad en el canto gaúcho
de este mi pampa colorado)

Escrita por: Dionisio Costa