Histórias do Violão
O violão pediu
O violão pediu
Que eu falasse por ele
Contasse as histórias das noites passadas
Que a gente sonhava na mesa do bar
De lábios que se procuravam
E mãos de carinho pra dar
E mil arrepios pela pele
Nas almas de vinho querendo se amar
O violão chorou
E eu chorando com ele
Segui recordando moinhos Quixotes
Histórias de fogo e de escuridão
As cruzes dos campos abertos
E lenços cansados de adeus
Fraqueza, ganância, miséria
As guerras dos homens em nome de Deus
O violão pediu
Que eu cantasse com ele
Cantigas do tempo, o que é velho o que é novo
Que nunca se alcança está sempre a passar
Os filhos que foram embora
Os pais que ainda virão
Num mundo que morre e renasce
Que sonha na boca do meu violão
Historias de la Guitarra
El violão pidió
El violão pidió
Que yo hablara por él
Contara las historias de las noches pasadas
Que soñábamos en la mesa del bar
De labios que se buscaban
Y manos de cariño para dar
Y mil escalofríos por la piel
En almas de vino queriendo amarse
El violão lloró
Y yo llorando con él
Seguí recordando molinos Quixotes
Historias de fuego y de oscuridad
Las cruces de los campos abiertos
Y pañuelos cansados de adiós
Debilidad, avaricia, miseria
Las guerras de los hombres en nombre de Dios
El violão pidió
Que yo cantara con él
Cantigas del tiempo, lo viejo y lo nuevo
Que nunca se alcanza, siempre está pasando
Los hijos que se fueron
Los padres que aún vendrán
En un mundo que muere y renace
Que sueña en la boca de mi guitarra
Escrita por: Vinicius Brum / Yamandú Costa