Amanhã Mais
Huh
Quem empresta, não melhora, ya?
Eu estava bem pausado no cubico
Apareceu um kamba meu, já bem aflito
(Tô mal, me empresta só um dinheiro, meu filho tá no hospital)
Não vou te mentir, meu mano
Também tô gato, tou a travar com jantes
O único 100 que tenho aí já fiz com ele planos
Se me dissesse antes
(Faz favor, meu irmão, me ajuda só)
Vi memo que o homem tava à rasca
Tá fixe, vou-te emprestar, não tem maka
(Eh, você é um brada, ya)
(Me safaste, ya)
(Segunda-feira, sem falta, vou trazer teu kumbú, ya?)
(Muito obrigado)
Segunda-feira passou, não veio, nem deu nenhum sinal
Terça, quarta, na quinta lhe liguei: Como é, estás a me deixar mal
Pensei que ele iria de me falar: Calma aí, desculpa lá
Tá mbora a me berrar
(Fica calmo, achas que eu vou-te fugir por causa de cem dólares, xé?)
(Cem dólares também é o quê?) Ahah?
Agora afinal é assim?
Quando fazes o bem, te fazem o mal?
(Cem dólares? Pego mais que isso)
Eh, preto, eh
Tá bom então, cem dólares não é nada
Paga só e acabou
(Oh, me liga amanhã ou passa na minha casa, ya?) Eh? É que te burla
Tá a ver como é que vocês são?
Quando é pra emprestar na aflição
Até pedem favor e muito mais
Mas na hora de pagar, tem que andar a vossa atrás
Aí começa o baile
Já não te atende telefone
Quando vais à casa dele, manda dizer que não está
Na rua basta te ver, te tranca a cara pra você nem lhe cobrar
E eu que já sou puro rafeiro
Como é então, o meu dinheiro?
(Não me cobra assim, eu vou te pagar) estás armado em bisneiro, né?
(Não, vou te pagar) até quando, desde o ano passado?
Amanhã mais
Burro sou eu, fiz mal de te emprestar
Tá fixe, não tem maka
Os pretos só almoçam, não jantam
E o último a rir, ha, ha, ha ha
Ri melhor
Amanhã mais
Burro sou eu, fiz mal de te emprestar
Tá fixe, não tem maka
Os pretos só almoçam, não jantam
E o último a rir, ha, ha, ha ha
Ri melhor
Tou malaike contigo, sabes, né?
(Por quê?)
Você sabe, estás a fazer de esquecido
(Ah, aquele bisno)
Eu quando te mostrar meu outro lado, não reclama (calma)
Calma o quê, xé?
Sempre eu vou pagar, mas nunca paga?
Vou levar, mas nunca leva?
Como é então? Tás armado em brincalhão
São esses
Lhe empresta o mambo, gostou do mambo, te bisna que perdeu
(Xé, lhe manda pagar)
Vê só, já que perdeu
Não arranja já outro pra devolver, ainda vem te dizer
(Se queres que eu pague, é só falar)
Esse assim não quer pagar
Há quem você lhe empresta, mas quando é na vez dele, nunca tem (tô fraco)
Tá sempre fraco
E aquele teu mambo? (Não vai dar, vou precisar)
Como diz o brasileiro: Fala sério
Não dá só bué de voltas, diz só que não quer
Não fica mais fácil? (Sim)
Não é mais fácil? (Sim)
Pede mesmo: Fulano, me dá
Não é porque: Me empresta
Pra amanhã, dizer: 50 kwanzas memo também é pra cobrar?
Não importa a quantia ou a coisa (você é agarrado, ya?)
Emprestaste, tens que devolver ou pagar
Cabe a ele receber ou dizer: Deixa estar
É justo (e apertado)
É tipo emprestar num kamba íntimo ou num familiar, é a coisa mais complicada
Podem se encontrar de mais breve
Não tocam no assunto, fica tipo não te deve
E pela relação você até fica com peso de cobrar ou de mandar pagar
Vale unir família
Quando um gajo não empresta, ah porque: Não presta
Agora lhe emprestei, tá-me a trazer a coisa toda estragada
Ainda quer discutir: (Não, me deste mesmo assim)
Tens a certeza? (Ya, juro)
Muito obrigado
Amanhã mais
Burro sou eu, fiz mal de te emprestar
Tá fixe, não tem maka
Os pretos só almoçam, não jantam
E o último a rir, ha, ha, ha ha
Ri melhor
Amanhã mais
Burro sou eu, fiz mal de te emprestar
Tá fixe, não tem maka
Os pretos só almoçam, não jantam
E o último a rir, ha, ha, ha ha
Ri melhor
Eu já vi
Há pessoas, por mais que estejem á rasca
Não adianta lhes emprestar
Pra devolver, demora
Pra pagar, é um ano
Não é porque não tem
Há quem memo não gosta de pagar a dívida
Lhe dói no coração
Quando paga metade, outra metade lhe dá muito de voltas
Você próprio até desiste, já viste?
Cobrar o que é teu é motivo de discussão
Às vezes não é só troca de palavras, sai memo confusão
(É o quê? Toda a hora me cobrar?)
(Se ainda não tenho, vou roubar?)
Esse mundo é ingrato
A pessoa que disse: Quem empresta não melhora
Não falou à toa
Há madjés, você lhe empresta o mambo, empresta mais noutra pessoa
Depois, quando perde, ainda tem coragem de te falar
(Eu já te entreguei, você que não tá se lembrar)
Ai é? (Ya, se lembra só bem)
Tá fixe, meu erro foi de te emprestar
Amanhã mais
Burro sou eu, fiz mal de te emprestar
Tá fixe, não tem maka
Os pretos só almoçam, não jantam
E o último a rir, ha, ha, ha ha
Ri melhor
Amanhã mais
Burro sou eu, fiz mal de te emprestar
Tá fixe, não tem maka
Os pretos só almoçam, não jantam
E o último a rir, ha, ha, ha ha
Ri melhor
Mañana Más
Eh
Quien presta, no gana, ¿no?
Estaba tranquilamente en mi casa
Cuando apareció un amigo mío, ya bastante angustiado
(Estoy mal, préstame un poco de dinero, mi hijo está en el hospital)
No te voy a mentir, hermano
Yo también estoy en apuros, tengo problemas con las llantas
Los únicos 100 que tengo ya los tenía destinados a otra cosa
Si me lo hubieras dicho antes
(Por favor, hermano, ayúdame)
Vi que el hombre estaba en apuros
Está bien, te los voy a prestar, no hay problema
(Eh, eres un hermano, ya)
(Me has salvado, ya)
(El lunes, sin falta, te traigo tu dinero, ¿vale?)
(Muchas gracias)
Pasó el lunes, no vino, ni dio señales
Martes, miércoles, el jueves le llamé: ¿Qué pasa, me estás dejando mal?
Pensé que me diría: Tranquilo, perdona
Y ahí está, gritándome
(Tranquilo, ¿crees que voy a huir de ti por cien dólares, eh?)
(¿Cien dólares qué es eso?) ¿ahah?
¿Ahora resulta que es así?
¿Cuando haces el bien, te hacen el mal?
(¿Cien dólares? Gano más que eso)
Eh, negro, eh
Vale, entonces, cien dólares no son nada
Paga y se acabó
(Oh, llámame mañana o pásate por mi casa, ¿vale?) ¿eh? Es que te engaña
¿Ves cómo sois vosotros?
Cuando hay que prestar en un apuro
Hasta piden favores y mucho más
Pero a la hora de pagar, hay que ir detrás de vosotros
Ahí empieza el lío
Ya no te contesta al teléfono
Cuando vas a su casa, te dicen que no está
En la calle, en cuanto te ve, te hace un corte de mangas para que ni se te ocurra cobrarle
Y yo, que ya soy un auténtico chucho
¿Qué pasa entonces con mi dinero?
(No me lo pidas así, te lo voy a pagar) te haces el listo, ¿no?
(No, te lo voy a pagar) ¿hasta cuándo, desde el año pasado?
Mañana más
Tonto soy yo, me equivoqué al prestártelo
Está bien, no pasa nada
Los negros solo almuerzan, no cenan
Y el último en reír, ja, ja, ja, ja
Ríete mejor
Mañana más
Tonto soy yo, me equivoqué al prestártelo
Está bien, no pasa nada
Los negros solo almuerzan, no cenan
Y el último en reír, ja, ja, ja, ja
Ríete mejor
Estoy enfadado contigo, lo sabes, ¿no?
(¿Por qué?)
Tú lo sabes, te haces el despistado
(Ah, ese lío)
Cuando te enseñe mi otro lado, no te quejes (tranquilo)
¿Tranquilo qué, eh?
Siempre voy a pagar, ¿pero nunca pagas?
¿Yo lo llevo, pero tú nunca lo llevas?
¿Cómo es eso? Te haces el gracioso
Son esos
Le prestas algo, le gusta, te miente diciendo que lo ha perdido
(Oye, dile que te pague)
Mira, ya que lo ha perdido
No encuentra otro para devolver, y aún así viene a decirte
(Si quieres que pague, solo tienes que decirlo)
Este así no quiere pagar
Hay quien te lo presta, pero cuando le toca a él, nunca tiene (estoy corto)
Siempre está corto
¿Y esa cosa tuya? (No va a dar, lo voy a necesitar)
Como dice el brasileño: Háblame en serio
No des tantas vueltas, di simplemente que no quieres
¿No es más fácil? (Sí)
¿No es más fácil? (Sí)
Pídelo directamente: Fulano, dame
No es como: Préstamelo
Para mañana, decir: ¿50 kwanzas es una cantidad razonable para cobrarle a alguien?
No importa la cantidad ni la cosa (eres tacaño, ¿no?)
Si lo has prestado, tienes que devolverlo o pagarlo
Le toca a él recibirlo o decir: Déjalo estar
Es justo (y ajustado)
Es como prestarle a un amigo íntimo o a un familiar, es lo más complicado
Pueden encontrarse muy pronto
No tocan el tema, queda como si no te debiera nada
Y por la relación, hasta te da vergüenza cobrar o pedir que pague
Vale la pena unir a la familia
Cuando un tío no presta, ah, porque: No vale para nada
Ahora se lo he prestado, me lo está devolviendo todo estropeado
Y todavía quiere discutir: (No, me lo diste así de todos modos)
¿Estás seguro? (Sí, lo juro)
Muchas gracias
Mañana más
Tonto soy yo, me equivoqué al prestártelo
Está bien, no pasa nada
Los negros solo almuerzan, no cenan
Y el último en reír, ja, ja, ja, ja
Ríete mejor
Mañana más
Tonto soy yo, me equivoqué al prestártelo
Está bien, no pasa nada
Los negros solo almuerzan, no cenan
Y el último en reír, ja, ja, ja, ja
Ríete mejor
Ya lo he visto
Hay gente que, por muy mal que lo pase
No sirve de nada prestarles
Para devolverlo, tardan
Para pagar, tardan un año
No es porque no tengan
Hay quien, de verdad, no le gusta pagar la deuda
Le duele en el corazón
Cuando paga la mitad, la otra mitad le da muchas vueltas
Tú mismo hasta te rindes, ¿lo has visto?
Cobrar lo que es tuyo es motivo de discusión
A veces no es solo un intercambio de palabras, se arma un lío de verdad
(¿Qué pasa? ¿Que me cobras todo el tiempo?)
(Si aún no lo tengo, ¿voy a robar?)
Este mundo es ingrato
La persona que dijo: Quien presta no gana
No hablaba por hablar
Hay tipos, le prestas algo y él se lo presta a otra persona
Después, cuando lo pierde, todavía tiene el descaro de hablarte
(Ya te lo entregué, eres tú quien no se acuerda)
¿Ah, sí? (Sí, te acuerdas muy bien)
Vale, mi error fue prestártelo
Mañana más
Tonto soy yo, me equivoqué al prestártelo
Vale, no pasa nada
Los negros solo almuerzan, no cenan
Y el último en reír, ja, ja, ja, ja
Ríete mejor
Mañana más
Tonto soy yo, me equivoqué al prestártelo
Está bien, no pasa nada
Los negros solo almuerzan, no cenan
Y el último en reír, ja, ja, ja, ja
Ríete mejor