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Pagode del Dicho Popular

Yeda Maranhão

Pagode do Dito Popular

Quem a boca do meu filho beija a minha adoça
Ajoelhou tem que rezar
Formiga que quer se perder cria asas
Porcausa do santo, se beija o altar
Eu não sou santo mas também não sou tirano
Este é o pagode do dito popular
Filho de peixe é peixinho
Apanhando é que agente aprende
Não sou palmatória do Mundo
O bom herói não se rende
Homem que é homem não chora
Com quantos paus se faz uma canoa
Este é o pagode do dito popular
Já falei pra marcar
Seconselho fosse bom não se dava
Se vendia
Sou pequeno mas não sou pedaço
Era vovó quem dizia
O inferno é aqui mesmo
Água de mais mata a planta
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Eu já falei pra marcar
Este é o pagode do dito popular
Panela no fogo barriga vazia
Minha vó sempre dizia
Com a fome não se brinca
Você tem que acreditar
Já falei pra marcar
Esse é o pagode do dito popular.

Pagode del Dicho Popular

Quien besa la boca de mi hijo endulza la mía
Arrodillado tiene que rezar
La hormiga que quiere perderse crea alas
Por causa del santo, se besa el altar
No soy santo pero tampoco soy tirano
Este es el pagode del dicho popular
Hijo de pez, pececito es
Aprendiendo es como se aprende
No soy el chivo expiatorio del mundo
El buen héroe no se rinde
Hombre que es hombre no llora
¿Con cuántas varas se hace una canoa?
Este es el pagode del dicho popular
Ya dije que marquen
Si el consejo fuera bueno, no se daría
Se vendería
Soy pequeño pero no soy un pedazo
Era la abuela quien decía
El infierno está aquí mismo
Agua en exceso mata la planta
Agua blanda en piedra dura
Tanto golpea hasta que perfora
Ya dije que marquen
Este es el pagode del dicho popular
Olla en el fuego, barriga vacía
Mi abuela siempre decía
Con el hambre no se juega
Tienes que creer
Ya dije que marquen
Este es el pagode del dicho popular.

Escrita por: Marcos Oliveira / Rita Ribeiro / Yeda Maranhão