Cantiga Baiense
Amor vem pro lado de cá vamos nos divertir a noite apenas é uma criança
O povo com os olhos guiados nas mãos
Tomando qualquer opinião sem pensar nas presentes consequências
Tom Zé é construir sabendo explorar o contexto ideológico popular
Fazer música é uma doideira
Mas sei que a censura pode nos lançar nos oceanos
Sem encontrar o lar que planejamos nossa vida inteira
Uma bela tarde ensolarada passamos juntos pela barra
Com o som dos vendedores esperando o federação
Filhos de uma pátria amarga que defende o porte das armas
Com o sangue nordestino envergonhando Gonzagão
Me chama de Paraíba mexe na minha ferida
Não sabe da minha caatinga zumbi amola o facão
Juro que vi a sereia largada em meio a praça de Itapuã
As cinco horas da manhã falando da mãe Iansã
Mendigo correndo na praça o vento balança as latas
Não aggressive com a ótica corrompida distorção
Penso no conceito de raça o ser humano é uma desgraça
Egoísta preconceito primata
Cantiga Baiense
Amor ven por acá vamos a divertirnos, la noche apenas es una niña
La gente con los ojos guiados en las manos
Aceptando cualquier opinión sin pensar en las consecuencias actuales
Tom Zé es construir sabiendo explorar el contexto ideológico popular
Hacer música es una locura
Pero sé que la censura puede lanzarnos a los océanos
Sin encontrar el hogar que planeamos toda nuestra vida
Una hermosa tarde soleada pasamos juntos por la barra
Con el sonido de los vendedores esperando la federación
Hijos de una patria amarga que defiende el porte de armas
Con la sangre nordestina avergonzando a Gonzagão
Me llamas Paraíba, tocas mi herida
No conoces mi caatinga, zumbi afila el machete
Juro que vi a la sirena abandonada en medio de la plaza de Itapuã
A las cinco de la mañana hablando de la madre Iansã
Un mendigo corriendo en la plaza, el viento hace sonar las latas
No agresivo con la óptica corrompida distorsión
Pienso en el concepto de raza, el ser humano es una desgracia
Egoísta, prejuicio, primate