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De Duelo a Lucha

Zamba Rap Clube

Do Luto a Luta

A verdade e a censura
A maldade e a ternura
A sanidade e a loucura
A liberdade e a ditadura
Mensura ao racismo no país da mistura
Vida eu quero da boa
Porque não tem mais da pura
Em meio ao ódio bruto
Então tá foda, truta
Não quero minha mãe
Em luto após a minha luta
Dinheiro que se quer
Dinheiro é foda né
300 no bolso tem que explicar
O que é pros gambé
Sou mais um zé, lá do metrô sé
Neguinho qual é que é?
Se é da boca é?
RG pra provar quem você é
Gaiola, solto, deitado ou de pé
Em meios aos escombros
A paz virou entulho
Recebendo a maldade
Dentro de um embrulho
Caminho no silêncio
No meio a tanto barulho
Passo firme no bagulho
Em busca do orgulho

País da desigualdade, o que vejo na cidade
Uma sociedade morta que esconde a verdade
Polícia nos guetos, matando sempre os pretos
Lá em osasco, não prenderam um suspeito
Não vejo aqui, as mudanças que prometeram
Vamos lavar a alma com a água do bueiro
No terço da igreja ou no canto do terreiro
Meu melhor já levaram, sobrou a esperança
Mas essa vem, com o recheio da vingança
Saia do luto diário, pra luta diária
Já morri tantas vezes, que não jogo a toalha
A luta diária não é só pelo pão
A militância aqui, é questão de obrigação
Resistir é preciso, não fique parado
Para nanã nos proteger das amarguras do passado
A luta é contra o luto da mente
Uma luta insana que me deixa doente
Contra a redução, por mais educação
O povo unido, é a solução
Pra essa nossa luta não ser em vão
Sem cair em tentação, sai do luto antes da morte
Lute, corra, seja mais forte
Neste caos diário que não se pondera
Do luto à luta, a paz os espera
Pra vencer a guerra da luta interna
Sigo lutando com a minha mente aberta
(Sigo lutando com a minha mente aberta)
Seja mais forte
Neste caos diário que não se pondera
Do luto à luta, a paz os espera
Pra vencer a guerra da luta interna
Sigo lutando com a minha mente aberta

A verdade e a censura
A maldade e a ternura
A sanidade e a loucura
A liberdade e a ditadura
Mensura ao racismo no país da mistura
Vida eu quero da boa
Porque não tem mais da pura
Em meio ao ódio bruto
Então tá foda, truta
Não quero minha mãe
Em luto após a minha luta
Dinheiro que se quer
Dinheiro é foda né
300 no bolso tem que explicar
O que é pros gambé
Sou mais um zé, lá do metrô sé
Neguinho qual é que é?
Se é da boca é?
RG pra provar quem você é
Gaiola, solto, deitado ou de pé
Em meios aos escombros
A paz virou entulho
Recebendo a maldade
Dentro de um embrulho
Caminho no silêncio
No meio a tanto barulho
Passo firme no bagulho
Em busca do orgulho

De Duelo a Lucha

La verdad y la censura
La maldad y la ternura
La cordura y la locura
La libertad y la dictadura
Medida al racismo en el país de la mezcla
Vida quiero buena
Porque ya no hay de la pura
En medio del odio bruto
Así está difícil, hermano
No quiero a mi madre
De luto después de mi lucha
Dinero que se quiere
El dinero es difícil, ¿no?
300 en el bolsillo hay que explicar
Qué es para los polis
Soy uno más, de la línea del metro
¿Negrito, qué onda?
Si es de la boca, ¿qué hay?
DNI para probar quién eres
Jaula, suelto, acostado o de pie
En medio de los escombros
La paz se convirtió en basura
Recibiendo la maldad
Dentro de un paquete
Camino en silencio
En medio de tanto ruido
Paso firme en el asunto
Buscando el orgullo

País de la desigualdad, lo que veo en la ciudad
Una sociedad muerta que esconde la verdad
Policía en los barrios, matando siempre a los negros
Allá en Osasco, no arrestaron a ningún sospechoso
No veo aquí, los cambios que prometieron
Vamos a limpiar el alma con el agua del alcantarillado
En el rosario de la iglesia o en el canto del terreiro
Lo mejor ya se llevaron, quedó la esperanza
Pero esta viene, con el relleno de la venganza
Sal del duelo diario, a la lucha diaria
Ya he muerto tantas veces, que no tiro la toalla
La lucha diaria no es solo por el pan
La militancia aquí, es cuestión de obligación
Resistir es necesario, no te quedes quieto
Para protegernos de las amarguras del pasado
La lucha es contra el duelo de la mente
Una lucha insana que me enferma
Contra la reducción, por más educación
El pueblo unido, es la solución
Para que nuestra lucha no sea en vano
Sin caer en tentación, sal del duelo antes de la muerte
Lucha, corre, sé más fuerte
En este caos diario que no se pondera
Del duelo a la lucha, la paz los espera
Para vencer la guerra de la lucha interna
Sigo luchando con mi mente abierta
(Sigo luchando con mi mente abierta)
Sé más fuerte
En este caos diario que no se pondera
Del duelo a la lucha, la paz los espera
Para vencer la guerra de la lucha interna
Sigo luchando con mi mente abierta

La verdad y la censura
La maldad y la ternura
La cordura y la locura
La libertad y la dictadura
Medida al racismo en el país de la mezcla
Vida quiero buena
Porque ya no hay de la pura
En medio del odio bruto
Así está difícil, hermano
No quiero a mi madre
De luto después de mi lucha
Dinero que se quiere
El dinero es difícil, ¿no?
300 en el bolsillo hay que explicar
Qué es para los polis
Soy uno más, de la línea del metro
¿Negrito, qué onda?
Si es de la boca, ¿qué hay?
DNI para probar quién eres
Jaula, suelto, acostado o de pie
En medio de los escombros
La paz se convirtió en basura
Recibiendo la maldad
Dentro de un paquete
Camino en silencio
En medio de tanto ruido
Paso firme en el asunto
Buscando el orgullo

Escrita por: Afronauta; Vinicius Preto; Zamba Rap Clube