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Sueño Inmigrante

Zé Alexandre

Sonho Imigrante

Na terra afundo minhas mãos
Teu gosto me vem num segundo
Onde mais semeias, ventura e gratidão
Qualquer país qualquer lugar
Sou um cidadão do mundo
E onde ponho os olhos
Vejo a mão de Deus
Fecundando a terra
Derramando vida

Recriando nesse chão o véu
Que muitas noites vi num céu
Cravejado em brilhantes
Tantos os moinhos a vencer
Um Dom Quixote a renascer
Dos sonhos dos Imigrantes
desbravei, esse dom, como saber...

Assim onde apontar o sol
Encontro meu novo destino
Trago em minhas véias
O sangue dos varões
Rasgando esse brado
Chegança e partida

E enquanto houver uma canção
que fale do pó da estrada
Esse meu caminho
Nunca será em vão
Mais uma cidade
onde nada havia

desbravei, esse dom, como saber...

Sueño Inmigrante

En la tierra hundo mis manos
Tu sabor viene a mí en un segundo
Donde siembras más, ventura y gratitud
Cualquier país, cualquier lugar
Soy un ciudadano del mundo
Y donde pongo los ojos
Veo la mano de Dios
Fecundando la tierra
Derramando vida

Recreando en este suelo el velo
Que muchas noches vi en un cielo
Engastado en brillantes
Tantos molinos por vencer
Un Don Quijote renaciendo
De los sueños de los inmigrantes
Exploré, este don, cómo saber...

Así donde apunte el sol
Encuentro mi nuevo destino
Traigo en mis venas
La sangre de los varones
Rompiendo este grito
Llegada y partida

Y mientras haya una canción
Que hable del polvo del camino
Este mi sendero
Nunca será en vano
Otra ciudad
donde nada existía

Exploré, este don, cómo saber...

Escrita por: João Aluá / Zé Alexandre