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Adiós a mi juventud

Zé Carreiro e Carreirinho

Adeus Minha Mocidade

Me alembro e tenho saudade
Do tempo que eu fui rapaz
Pra gozar como eu gozei
Eu sei que eu não gozo mais

Eu fui como um beija-flor
Que vive entre os roseirais
Hoje choro de saudade
Rosas que eu não beijo mais

Mesmo assim eu sou teimoso
Puxei pro véio pai
Acompanho os companheiro
Por toda a parte que vai

Um fandango de viola
É o que ainda me distrai
Conforme o assunto da nota
Água dos meus olhos cai

O que eu fazia antigamente
Hoje já não faço mais
Meus cabelos embranqueceram
São coisas que a idade traz

Eu comparo a mocidade
Uma flor que murcha e cai
Do galho que foi nascida
Não se ergue nunca mais

Meus colegas de função
Hoje já não dançam mais
Eu também já esmoreci
Nem cantar não sou capaz

A minha infância querida
Bem anos que fica atrás
Foi um passado risonho
Que pra mim não volta mais

Adiós a mi juventud

Me acuerdo y siento nostalgia
Del tiempo en que fui joven
Para disfrutar como disfruté
Sé que ya no disfruto más

Fui como un colibrí
Que vive entre los rosales
Hoy lloro de nostalgia
Rosas que ya no beso más

Aun así soy terco
Heredé del viejo padre
Acompaño a los compañeros
A donde quiera que vayan

Un fandango de guitarra
Es lo que aún me distrae
Según el tema de la canción
Agua de mis ojos cae

Lo que solía hacer antes
Hoy ya no lo hago más
Mis cabellos se han vuelto blancos
Son cosas que trae la edad

Comparo la juventud
A una flor que se marchita y cae
Del tallo en que nació
Nunca se levanta más

Mis colegas de trabajo
Hoy ya no bailan más
Yo también ya me he debilitado
Ni cantar soy capaz

Mi infancia querida
Hace años que queda atrás
Fue un pasado risueño
Que para mí no vuelve más

Escrita por: Zé Carreiro