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Dos Gallos

Zé Carreiro e Pardinho

Dois Galos

Eu inventei essa moda do cantar de uma sereia
A sua voz encantada jangadeiro desnorteia
Assim é minha viola nos lugar que ela ponteia
Os violeiro imitador
Quando escuta o professor
Pega no pinho e raleia

Madruga sertaneja: Todos pássaros gorjeia
Com eles não tem despeito
Os colegas não odeia
Assim é minha viola nos lugar que ela ponteia
Vai crescendo a minha fama
Violeiro que me dê fama
Comigo não dá parelha

A estrela d'alva é a maior, o mundo inteiro alumeia
As estrelas pequeninas o seu clarão arreceia
Assim é minha viola nos lugar que ela ponteia
Nas festas que eu vou chegando
Os violeiros vai ficando
Com a pulga atrás da orelha

Os violeiros despeitados me olham de cara feia
Agora chegou a hora do couro sair as correias
Assim é minha viola nos lugar que ela ponteia
Eu sou o Campeão Paulista
Corto a espora e quebro a crista
Dos galos que garganteia

Dos Gallos

Yo inventé esta moda del canto de una sirena
Su voz encantada desconcierta al pescador
Así es mi guitarra en los lugares que ella toca
Los imitadores de guitarristas
Cuando escuchan al maestro
Agarran el instrumento y rasguean

En la madrugada del sertón: Todos los pájaros gorjean
Con ellos no hay envidia
No odian a sus colegas
Así es mi guitarra en los lugares que ella toca
Mi fama va creciendo
Guitarrista que me dé fama
Conmigo no hay competencia

La estrella del alba es la más grande, ilumina el mundo entero
Las estrellas pequeñitas temen su resplandor
Así es mi guitarra en los lugares que ella toca
En las fiestas a las que llego
Los guitarristas se quedan
Con la mosca detrás de la oreja

Los guitarristas envidiosos me miran con mala cara
Ahora llegó la hora de que la piel salga de las correas
Así es mi guitarra en los lugares que ella toca
Soy el Campeón Paulista
Corto las espuelas y rompo la cresta
De los gallos que cacarean

Escrita por: Pedro Esperança Filho