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No importa

Zé de Albuquerque

Deixa Pra Lá

Painéis de concreto
Abstrações
Ouvidos em todo lugar

As sombras do meu quarto
Olham pra mim
Quando é que eles vão me encontrar?
Segura a minha mão

Quanto custa um abraço
Pra esfriar o cansaço
De tanto descansar?

Por entre fios emaranhados
Pensei que pudesse ver
Um pedaço de você
Que ainda não perdi

Prometo te dar carinho
Em até doze prestações
Por entre os copos
E a prataria chinesa
Foi que eu tive a certeza
De te ouvir chorar

E mesmo que eu soubesse
O que fazer
Eu não diria nada
Mas eu finjo que sim
Canta pra mim
Porque ontem eu não consegui dormir

Prometo te dar carinho
Em até doze prestações
Por entre os copos
E a prataria chinesa
Foi que eu tive a certeza
De te ouvir chorar

Prometo te dar carinho
Em até doze prestações
Encaro os quadros
De natureza morta
E mergulho na janela porta
Do décimo andar

Ahh, ahh, ahh, ahh
Deixa pra lá

No importa

Paneles de hormigón
Abstracciones
Orejas por todas partes

Las sombras de mi habitación
Mírame
¿Cuándo me van a encontrar?
Sostén mi mano

¿Cuánto cuesta un abrazo
Para enfriar el cansancio
¿De todos los demás?

A través de cables enredados
Pensé que podías ver
Un pedazo de ti
No he perdido todavía

Prometo darte afecto
Hasta doce cuotas
A través de las copas
Y los cubiertos chinos
Era que yo sabía con seguridad
Para oírte llorar

E incluso si yo supiera
¿Qué hacer?
Yo no diría nada
Pero pretendo que sí
Canta para mí
Porque anoche no pude dormir

Prometo darte afecto
Hasta doce cuotas
A través de las copas
Y los cubiertos chinos
Era que yo sabía con seguridad
Para oírte llorar

Prometo darte afecto
Hasta doce cuotas
Me enfrento a las pinturas
Naturaleza muerta
Y sumergirse en la ventana de la puerta
Desde el décimo piso

Ahh, ahh, ahh, ahh
No importa

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