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Recuerdo de Mi Tierra

Ze do Cedro e João do Pinho

Lembrança do Meu Sertão

Ai saudade matadeira
Não me judia assim não
Eu já não aguento mais
Viver longe do sertão
Saudade que me maltrata
Machucando um coração ai, ai, ai

Eu vivo só suspirando
Lembrando das horas boas
E das minhas pescarias
De traíras na lagoa
Das caçadas de tatu
Quando um cachorrinho acoa ai, ai, ai

O que mais me aborrece
É lembrar da plantação
E eu cuidava de tudo
Com muita dedicação
Depois de tudo colhido
Era aquele farturão ai, ai, ai

Esta letra que eu fiz
Tirei da vida real
É da minha vida mesmo
Morando na capital
Aqui estou muito bem
Mas a saudade é meu mal ai, ai, ai

Eu sei que não vou ficar
Muito tempo aqui morando
Eu tenho a leve impressão
Que o sertão está me chamando
Quem nasceu pra ser tatu
Tem que morrer cavocando ai, ai, ai

Recuerdo de Mi Tierra

Ay, melancolía asesina
No me lastimes así
Ya no aguanto más
Vivir lejos del campo
La melancolía que me maltrata
Hiriendo un corazón ay, ay, ay

Vivo suspirando solo
Recordando las horas felices
Y mis jornadas de pesca
De bagres en la laguna
De las cacerías de armadillos
Cuando un cachorro ladra ay, ay, ay

Lo que más me molesta
Es recordar la plantación
Y yo cuidaba de todo
Con mucha dedicación
Después de todo cosechado
Era una gran abundancia ay, ay, ay

Esta letra que escribí
La saqué de la vida real
Es de mi propia vida
Viviendo en la capital
Aquí estoy muy bien
Pero la melancolía es mi mal ay, ay, ay

Sé que no me quedaré
Mucho tiempo viviendo aquí
Tengo la ligera impresión
De que el campo me está llamando
Quien nace para ser topos
Debe morir cavando ay, ay, ay

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