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Historia de un Peón

Zé do Porto e Porto Rico

História de Peão

Meu Deus
Estou morrendo de saudade
Do meu passado
Só guardei recordações

A minha infância
Eu guardei na mente
A mocidade passou de repente
Sempre levei a vida de peão

A minha história
De peão de boiadeiro
Na boiada fui ponteiro
Com o mestre Sebastião

Mas era eu
Quem gritava ao berranteiro
Toque o berrante avisando os companheiros
Lá na baixada tem cancela e ribeirão

Hoje não vejo
Nem boiada, nem cancela
Nem mocinhas na janela
Acenando com as mãos

Eu sinto mesmo
É uma saudade no peito
Eu não tive outro jeito
Escrevi esta canção

O vai e vem
Do transporte da boiada
A velha estrada
Eu guardei dentro de mim

São muitas léguas
Do passado que ficou
Dentro do peito esta saudade deixou
Muitas pousadas por este sertão sem fim

A caminhada
Minha e dos meus companheiros
De janeiro a janeiro
Passo a passo no estradão

Quando eu me lembro
O repique do berrante
Parece perto, mas está muito distante
A minha história eu guardo no coração

Hoje não vejo
Nem boiada, nem cancela
Nem mocinhas na janela
Acenando com as mãos

Eu sinto mesmo
É uma saudade no peito
Eu não tive outro jeito
Escrevi esta canção

Hoje não vejo
Nem boiada, nem cancela
Nem mocinhas na janela
Acenando com as mãos

Eu sinto mesmo
É uma saudade no peito
Eu não tive outro jeito
Escrevi esta canção

Historia de un Peón

Dios mío
Me estoy muriendo de nostalgia
De mi pasado
Solo guardé recuerdos

Mi infancia
La guardé en mi mente
La juventud pasó de repente
Siempre llevé la vida de peón

Mi historia
De peón de vaquero
En la manada fui puntero
Con el maestro Sebastián

Pero era yo
Quien gritaba al corneta
Toca el corneta avisando a los compañeros
Allá en la bajada hay cancela y arroyo

Hoy no veo
Ni manada, ni cancela
Ni chicas en la ventana
Saludando con las manos

Lo que realmente siento
Es una nostalgia en el pecho
No tuve otra opción
Escribí esta canción

El ir y venir
Del transporte de la manada
La vieja carretera
Guardé dentro de mí

Son muchas leguas
Del pasado que quedó
Dentro del pecho esta nostalgia dejó
Muchas posadas por este sertón sin fin

La caminata
Mía y de mis compañeros
De enero a enero
Paso a paso en el camino

Cuando recuerdo
El repique del corneta
Parece cerca, pero está muy lejos
Mi historia la guardo en el corazón

Hoy no veo
Ni manada, ni cancela
Ni chicas en la ventana
Saludando con las manos

Lo que realmente siento
Es una nostalgia en el pecho
No tuve otra opción
Escribí esta canción

Hoy no veo
Ni manada, ni cancela
Ni chicas en la ventana
Saludando con las manos

Lo que realmente siento
Es una nostalgia en el pecho
No tuve otra opción
Escribí esta canción

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