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Tonadas de la Nostalgia

Zé Fortuna & Pitangueira

Toadas da Saudade

Lá no mourão esquerdo da porteira, onde encontrei você pra despedir
Tem uma lembrança minha derradeira, é um versinho que eu nele escrevi.
Uma saudade que punge e mata, que sorte ingrata longe de ti
Tenho um suspiro, triste, sem termo, vivo no ermo desde que parti
Piracicaba que eu adoro tanto cheia de flores, cheia de encantos
Ninguém compreende a grande dor que sente um filho ausente a suspirar por ti.

E onde estão meus estimados companheiros, se foram tantos janeiros, desde que eu deixei meus pais
Adeus, lagoa, poço verde da esperança, meu tempinho de criança que não volta nunca mais.
A vida da gente é uma estrada comprida tão cheia de curva bem como se vê,
Tanto sacrifício pra tanta subida depois lá de cima é preciso descer.
Quando meu peito não gemer mais nunca, quando meus olhos não se abrirem mais
Recorda o dia que te amei, donzela, que lá do alto escutarei teus ais.
Meu carro não canta mais...

Tonadas de la Nostalgia

En el poste izquierdo de la puerta, donde te encontré para despedirme
Hay un recuerdo mío final, es un versito que en él escribí.
Una nostalgia que duele y mata, qué suerte ingrata lejos de ti
Tengo un suspiro, triste, sin fin, vivo en la soledad desde que me fui
Piracicaba que tanto adoro llena de flores, llena de encantos
Nadie comprende el gran dolor que siente un hijo ausente suspirando por ti.

Y dónde están mis estimados compañeros, tantos eneros han pasado desde que dejé a mis padres
Adiós, laguna, pozo verde de la esperanza, mi tiempo de niñez que nunca volverá.
La vida de uno es un camino largo lleno de curvas como se ve
Tanto sacrificio para tanta subida, luego desde arriba es necesario bajar.
Cuando mi pecho ya no llore más, cuando mis ojos ya no se abran más
Recuerda el día que te amé, doncella, que desde arriba escucharé tus lamentos.
Mi carro ya no canta más...

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