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Viaje por el Tietê

Zé Fortuna & Pitangueira

Viagem do Tietê

Eu saí pra viajar antes do dia rompê
Arriei o meu cavalo bem antes do Sol nascê
Os galo da madrugada cantava pra amanhecê
Fui matar minha saudade do lado do Tietê

As galinhas do puleiro já começava a descê
A passarada cantava no meio das flor do ipê
Saímo cortando estrada pronde a Lua ia descê
Saí no romper do dia, só cheguei no escurecê

Viajemo um dia inteiro, meu cavalo sem bebê
Cheguei na beira do porto pra ver as águas corrê
Eu dei sinal pro barqueiro, ele veio me atendê
Passei pra banda de lá onde tá meu bem-querê

Encontrei o meu benzinho que a tempo não me vê
Ela me falou suspirando o que fez você emagrecê
Eu virei disse pra ela foi saudade de você
Distante destes teus olhos eu não posso mais vivê

Meu benzinho me acompanha, eu vim pra buscar você
Com dois amor que se ama nada pode acontecê
Por sua causa não importo de matar ou de morrê
Botei ela na garupa, fugimo sem ninguém vê

Cheguei na beira do porto, o barqueiro quis me prendê
Joguei o cavalo n'água, atravessei o Tietê
Trouxe a morena comigo sem ninguém me interrompê
Hoje tenho do meu lado quem alegra meu vivê

Viaje por el Tietê

Salí a viajar antes de que el día amaneciera
Ajusté mi caballo bien antes de que saliera el sol
Los gallos de la madrugada cantaban para el amanecer
Fui a matar mi nostalgia al lado del Tietê

Las gallinas del gallinero ya empezaban a bajar
Los pájaros cantaban en medio de las flores del ipê
Salimos cortando camino hacia donde la luna iba a bajar
Salí al romper el día, solo llegué al oscurecer

Viajamos un día entero, mi caballo sin beber
Llegué a la orilla del puerto para ver las aguas correr
Le hice señas al barquero, él vino a atenderme
Pasé hacia el otro lado donde está mi amor querido

Encontré a mi chiquita que hace tiempo no me ve
Ella me dijo suspirando, ¿qué te hizo adelgazar?
Yo le dije que fue la nostalgia de ti
Lejos de tus ojos no puedo más vivir

Mi chiquita me acompaña, vine a buscarte a ti
Con dos amores que se aman nada puede pasar
Por tu causa no me importa matar o morir
La subí en la garupa, huimos sin que nadie nos viera

Llegué a la orilla del puerto, el barquero quiso detenerme
Tiré el caballo al agua, crucé el Tietê
Traje a la morena conmigo sin que nadie me interrumpiera
Hoy tengo a mi lado a quien alegra mi vivir