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Recuerdos del Sertão Goiano

Zé Garoto e Dimboré

Sertão Goiano

Hoje lembro com saudade
Dos anos que já passou
Do meu tempo de criança
Na fazenda do vovô
Ali todos trabalhavam
Com carinho e muito amor
Meus tios cuidavam de tudo
Meu pai era administrador

Meu avô já era velho
Mas ainda trabalhava
Ele era o carreiro
Quase tudo transportava
Distância de quatro léguas
Seis juntas de bois cortava
Só se via o poeirão
Quando o carro lá passava

Os janeiros se passaram
E as coisas foram mudando
Filhos que eram solteiros
Pouco a pouco foi casando
Um a um foi pra cidade
Nova vida começando
Deixando as lindas paisagens
Naquele sertão goiano

Meu avô já bem cansado
Com o peso da idade
A fazenda ele vendeu
Comprou casa na cidade
Montou um supermercado
De tudo tem à vontade
Hoje ele e os filhos
São da alta sociedade

Recuerdos del Sertão Goiano

Hoy recuerdo con nostalgia
Los años que han pasado
De mi infancia
En la hacienda de mi abuelo
Todos trabajaban allí
Con cariño y mucho amor
Mis tíos se encargaban de todo
Mi padre era el administrador

Mi abuelo ya era viejo
Pero aún trabajaba
Él era el carretero
Transportaba casi todo
Cuatro leguas de distancia
Seis bueyes juntos cortaba
Solo se veía el polvo
Cuando el carro pasaba por allí

Los años pasaron
Y las cosas fueron cambiando
Los hijos que eran solteros
Poco a poco se casaron
Uno por uno se fue a la ciudad
Comenzando una nueva vida
Dejando atrás los hermosos paisajes
De ese sertão goiano

Mi abuelo ya muy cansado
Con el peso de la edad
Vendió la hacienda
Compró una casa en la ciudad
Montó un supermercado
Con todo lo que puedas desear
Hoy él y sus hijos
Son de la alta sociedad

Escrita por: Olavo Francisco da Silva / Zé Garoto