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Carreteras

Zé Geraldo

Estradas

Trago no meu peito ardendo em chamas
pés descalços sobre a lama
que cobriu nossos caminhos
Desconheço qualquer traço de esperança
que o abraço da lembrança
faça renascer sozinho

Esse corpo magro e mal-tratado
Esse cérebro calejado
quer abrir os corações
E acabar de vez com a inquietude
que emudece a juventude
Que divide as gerações

Nós viemos juntos de outras eras
semeando primaveras
que não tardam florescer
Acumulando uma força invisível
num processo irreversível
pra não ser mais preciso ver

A calada da noite mostrando homens cabisbaixos
Caminhando sob o olhar perplexo da madrugada
Perguntando onde vão dar
os atalhos dessa nova era
Essa nova estrada

Essa estrada vai passar
pela Vila da Boa Esperança
Vai cruzar o Município dos Homens de Fé
Vai fazer da Certeza o seu Arraial
Na Cidade dos Jovens Sem Medo
vai fazer o seu ponto final

Carreteras

Lo traigo en mi pecho ardiendo en llamas
descalzo sobre el barro
que ha cubierto nuestros caminos
No conozco ningún rastro de esperanza
que el abrazo de la memoria
hacerlo renacer solo

Ese cuerpo flaco y maltratado
Ese cerebro calloso
quiere abrir sus corazones
Y poner fin a la inquietud para siempre
que muffica a la juventud
Que divide a las generaciones

Vinimos juntos de otras edades
primavera de siembra
que pronto florecerá
Acumulando una fuerza invisible
en un proceso irreversible
así que no necesito verlo más

Los muertos de la noche mostrando a los hombres cabezas bajadas
Caminando bajo la mirada desconcertada del amanecer
Preguntándose a dónde llevan
los atajos de esta nueva era
Esta nueva carretera

Este camino pasará
de Vila da Boa Esperança
Cruzará el Municipio de los Hombres de Fe
Te asegurarás de que tu Arraial
En la ciudad de la juventud intrépida
hará que su punto final

Escrita por: Zé Geraldo