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Frío en el estómago

Zé Liberto

Frio de Barriga

Meu amor se você me deixar eu vou comprar uma caixa de rojão para comemorar
Final de campeonato
Aquele frio de barriga
Que senti quando eu te vi, congelou minhas lombrigas

Por favor não me peça, não me pesque, eu não sou um moleque
Nem traíra, nem tilápia
Sou lambari
Caminhando por aí, percebi que minha vida não depende mais de ti

Se o rio de Piracicaba transbordar com o seu choro
Será um baita de um desgosto, sou insensível
Impossível me iludir com este discurso inflamado e possessivo

Adjetivo negativo não faltará
Para me desqualificar
Língua de cobra
Sucurí não tem veneno
Mas aperta e me sufoca como um ônibus lotado

Meu amor me deixe
Não me beije no meu queixo, não se queixe de meu queijo
Por ser de Minas Gerais
Aliás ninguém me domina
Sou bixo do mato, arredio, tua gaiola não me apreende mais

Frío en el estómago

Mi amor, si me dejas, compraré una caja de cohetes para celebrar
El final del campeonato
Ese frío en el estómago
Que sentí cuando te vi, congeló mis tripas

Por favor, no me pidas, no me pesques, no soy un niño
Ni traidor, ni tilapia
Soy pez lámbari
Caminando por ahí, me di cuenta de que mi vida ya no depende de ti

Si el río Piracicaba se desborda con tu llanto
Será una gran decepción, soy insensible
Imposible ilusionarme con este discurso inflamado y posesivo

No faltará adjetivo negativo
Para descalificarme
Lengua de serpiente
La anaconda no tiene veneno
Pero aprieta y me sofoca como un autobús lleno

Mi amor, déjame
No me beses en la barbilla, no te quejes de mi queso
Por ser de Minas Gerais
De hecho, nadie me domina
Soy un animal del monte, arisco, tu jaula ya no me atrapa

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