Viajante Solitário
Viajando solitário
Avistei um chalezinho
Com uma moça na janela
Do rosto despontadinho
Meu coração bateu forte
Precisando de carinho
Imaginei a minha vida
Vou passá lá um bocadinho
Eu dei uma ré no carro
Encostei lá no portão
Ela me cumprimentou
E apertou a minha mão
Vamos entrá lá pra dentro
Em mesas lá no salão
Paga uma cerveja pra nós
Respondi não pago não
Ela me deu um sorriso
Balançou meu coração
Veio trazendo dois copos
E uma cerveja na mão
Eu falei, eu sou casado
Tenho a minha obrigação
Casado pulou três corgos
Não é mais casado não
A conversa ficou boa
Logo foi escurecendo
Vou pousar por aqui hoje
É o jeito que eu tô vendo
Se a mulher me perguntar
O que eu estava fazendo
Meu bem, eu não vim ontem
Que por lá estava chovendo
Veja que desconfiança
Não acredita na gente
Queria que eu viesse ontem
Que eu morresse na enchente
Você estava dormindo
Até ouviu quando trovejou
A chuva por lá foi tanta
Que a ponte do rio rodou
Viajero Solitario
Viajando solo
Vi una cabañita
Con una chica en la ventana
Con la carita asomadita
Mi corazón latió fuerte
Necesitando cariño
Imaginé mi vida
Voy a quedarme un ratito
Di marcha atrás con el auto
Me acerqué a la puerta
Ella me saludó
Y apretó mi mano
Vamos a entrar adentro
En las mesas del salón
Pide una cerveza para nosotros
Respondí que no pago
Ella me sonrió
Hizo latir mi corazón
Vino con dos vasos
Y una cerveza en la mano
Le dije, estoy casado
Tengo mi obligación
Casado saltó tres charcos
Ya no está casado
La conversación se puso buena
Pronto oscureció
Voy a quedarme aquí esta noche
Es lo que veo
Si mi mujer me pregunta
Qué estaba haciendo
Mi amor, no vine ayer
Porque allá estaba lloviendo
Mira qué desconfianza
No cree en nosotros
Quería que viniera ayer
Que muriera en la inundación
Estabas durmiendo
Hasta escuchaste el trueno
La lluvia fue tanta allá
Que el puente del río se llevó
Escrita por: Erasmo Costa