O Filho Que Voltou
Não suportando a triste recordação
Voltei de novo pra minha serra querida
Voltei pra ver meu velho pai e meus irmãos
Minha mãezinha que eu tanto amei na vida
Meus companheiros que eu deixei todos crianças
Cresceram tanto que até nem conheci
Ao ver de novo meus amigos de infância
Até chorei de alegria que eu senti
Mas nesta hora de tanta felicidade
Uma tristeza invadiu meu pensamento
Meu pai querido que eu deixei na mocidade
Hoje está velho de amargura e sofrimento
Pobre mãezinha seus cabelos embranquecidos
Seus olhos ainda estão vermelhos de chorar
Por este filho que se fez de esquecido
Só Deus quem sabe como eu pude suportar
Quantos conselhos que papai e mamãe me dava
Somente agora que eu pude acreditar
Lá bem distante minhas lágrimas rolava
Não suportando fui obrigado a voltar
Porém agora eu me sinto bem feliz
Minha mãezinha nunca mais desprezarei
Foi meu destino, minha sorte que assim quis
Se Deus quiser em minha terra morrerei
El Hijo Que Regresó
No soportando la triste memoria
Regresé de nuevo a mi amada sierra
Regresé para ver a mi viejo padre y mis hermanos
A mi madre a quien tanto amé en la vida
Mis compañeros que dejé siendo niños
Han crecido tanto que ni siquiera los reconocí
Al ver de nuevo a mis amigos de la infancia
Hasta lloré de la alegría que sentí
Pero en este momento de tanta felicidad
Una tristeza invadió mi pensamiento
Mi querido padre a quien dejé en la juventud
Hoy está viejo, lleno de amargura y sufrimiento
Pobre madre, sus cabellos han blanqueado
Sus ojos aún están rojos de tanto llorar
Por este hijo que se hizo olvidadizo
Solo Dios sabe cómo pude soportar
Cuántos consejos que papá y mamá me daban
Solo ahora pude creer en ellos
Allá lejos, mis lágrimas caían
No soportando, me vi obligado a regresar
Pero ahora me siento muy feliz
A mi madre nunca más despreciaré
Fue mi destino, mi suerte así lo quiso
Si Dios quiere, moriré en mi tierra
Escrita por: Samuel Gervázio de Oliveira, Aldair Teodoro da Silva