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Campesina

Zé Tapera e Teodoro

Camponesa

Você é a camponesa
Que foi princesa no meu sertão
Um dia quis ir embora
E hoje chora desilusão

Quis viver na cidade
Hoje não sabe sorrir contente
Quem foi boneca risonha
Ficou tristonha eternamente

Trocou o seu paraíso
Por um sorriso de fingimento
Agora chora cantando
Sorri chorando de sentimento

A sorte por um capricho
Jogou ao lixo seu proceder
Agora sofre demais
Porque nem seus pais não querem te ver

Lá no seu bairro agora
Seu nome rola de déu em déu
Seus pais muito envergonhados
Vivem magoados com seu papel

Você não deve voltar
Nem pra passear lá no bairro seu
Deve deixar esquecida
A terra querida onde nasceu

Você é a rosa inocente
Que sente-se desfolhada
Mas não fique aborrecida
Não dê a vida por terminada

Lutando contra a derrota
Vire as costas pra desventura
Pois ainda tem a beleza
Da camponesa de alma pura

Campesina

Eres la campesina
Que fue princesa en mi tierra
Un día quiso irse
Y hoy llora desilusión

Quiso vivir en la ciudad
Hoy no sabe sonreír contenta
Quien fue muñeca risueña
Quedó triste eternamente

Cambió su paraíso
Por una sonrisa fingida
Ahora llora cantando
Sonríe llorando con sentimiento

La suerte por un capricho
Tiró a la basura su proceder
Ahora sufre demasiado
Porque ni sus padres quieren verte

En su barrio ahora
Su nombre corre de boca en boca
Sus padres muy avergonzados
Viven dolidos con su papel

No debes regresar
Ni siquiera a pasear por tu barrio
Debes dejar olvidada
La tierra querida donde naciste

Eres la rosa inocente
Que se siente deshojada
Pero no te pongas triste
No des la vida por terminada

Luchando contra la derrota
Da la espalda a la desventura
Pues aún conservas la belleza
De la campesina de alma pura

Escrita por: Praense / Oreco