Camponesa
Você é a camponesa
Que foi princesa no meu sertão
Um dia quis ir embora
E hoje chora desilusão
Quis viver na cidade
Hoje não sabe sorrir contente
Quem foi boneca risonha
Ficou tristonha eternamente
Trocou o seu paraíso
Por um sorriso de fingimento
Agora chora cantando
Sorri chorando de sentimento
A sorte por um capricho
Jogou ao lixo seu proceder
Agora sofre demais
Porque nem seus pais não querem te ver
Lá no seu bairro agora
Seu nome rola de déu em déu
Seus pais muito envergonhados
Vivem magoados com seu papel
Você não deve voltar
Nem pra passear lá no bairro seu
Deve deixar esquecida
A terra querida onde nasceu
Você é a rosa inocente
Que sente-se desfolhada
Mas não fique aborrecida
Não dê a vida por terminada
Lutando contra a derrota
Vire as costas pra desventura
Pois ainda tem a beleza
Da camponesa de alma pura
Campesina
Eres la campesina
Que fue princesa en mi tierra
Un día quiso irse
Y hoy llora desilusión
Quiso vivir en la ciudad
Hoy no sabe sonreír contenta
Quien fue muñeca risueña
Quedó triste eternamente
Cambió su paraíso
Por una sonrisa fingida
Ahora llora cantando
Sonríe llorando con sentimiento
La suerte por un capricho
Tiró a la basura su proceder
Ahora sufre demasiado
Porque ni sus padres quieren verte
En su barrio ahora
Su nombre corre de boca en boca
Sus padres muy avergonzados
Viven dolidos con su papel
No debes regresar
Ni siquiera a pasear por tu barrio
Debes dejar olvidada
La tierra querida donde naciste
Eres la rosa inocente
Que se siente deshojada
Pero no te pongas triste
No des la vida por terminada
Luchando contra la derrota
Da la espalda a la desventura
Pues aún conservas la belleza
De la campesina de alma pura
Escrita por: Praense / Oreco