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Mentira de Amor

Zé Tapera e Teodoro

Mentira de Amor

Ontem mesmo ao reler suas cartas
Eu confesso, meu bem, que chorei
Ao reler todas as suas mentiras
E as juras que acreditei

No impulso da louca paixão
Suas cartas que outrora beijei
Pensando em queimar a saudade
Todas as cartas no fogo joguei
Pensando em queimar a saudade
Todas as cartas no fogo joguei

A fumaça subiu, foi embora
E a cinza o vento levou
Ao viver sem as suas lembranças
Triste pranto em meu rosto rolou

Vendo a cinza no açoite do vento
Compreendi que mais nada restou
A não ser a malvada saudade
Que somente comigo ficou
A não ser a malvada saudade
Que somente comigo ficou

Hoje sinto o meu coração
Prisioneiro do triste amargor
Também sinto o triste abandono
Cravejando minha alma de dor

Vejo quanto você foi ingrata
Deu espinho em troca de flor
Destruiu toda a minha esperança
Com suas mentiras de amor
Destruiu toda a minha esperança
Com suas mentiras de amor

Mentira de Amor

Ayer mismo al releer tus cartas
Confieso, cariño, que lloré
Al releer todas tus mentiras
Y los juramentos que creí

En el impulso de la loca pasión
Tus cartas que antes besé
Pensando en quemar la nostalgia
Todas las cartas al fuego arrojé
Pensando en quemar la nostalgia
Todas las cartas al fuego arrojé

El humo subió, se fue
Y el viento se llevó las cenizas
Al vivir sin tus recuerdos
Tristes lágrimas en mi rostro rodaron

Viendo las cenizas azotadas por el viento
Comprendí que nada más quedó
Excepto la maldita nostalgia
Que solo conmigo quedó
Excepto la maldita nostalgia
Que solo conmigo quedó

Hoy siento mi corazón
Prisionero de la triste amargura
También siento el triste abandono
Clavando mi alma de dolor

Veo cuán ingrata fuiste
Diste espinas a cambio de flores
Destruiste toda mi esperanza
Con tus mentiras de amor
Destruiste toda mi esperanza
Con tus mentiras de amor

Escrita por: Palmito / Teodoro