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Dinero Asesino

Zé Vidal e Vidalzinho

Dinheiro Assassino

Abandonando os seus pais num bairro pobre
Um certo jovem foi embora pra cidade
Seu pai lhe disse, meu filho tenha cuidado
Porque o mundo é muito cheio de maldade

Mas o rapaz não quis ouvir os seus conselhos
E foi embora tão sozinho pelo mundo
Pensando apenas na vaidade e na riqueza
E esqueceu o amor de mãe que é tão profundo

Os longos anos se passaram lentamente
Enquanto a sorte preparou uma armadilha
Aquele moço foi seguindo o mal caminho
Tornou-se chefe de uma terrível quadrilha

E numa noite quando a cidade dormia
Ele assaltou um grande banco na avenida
Com sua arma atirou no guarda da noite
Um bom velhinho que ali ficou sem vida

Depois que ele conseguiu muito dinheiro
Pensão então tirar os seus pais da pobreza
Voltou em casa para beijar sua mãezinha
Pôs os presentes e o dinheiro sobre a mesa

Enquanto ele perguntou pelo seu pai
Pobre velhinha lhe fez esta confissão
Seu pobre pai era vigia de um banco
E foi matado por um bando de ladrão

Ouvindo isso ele quis pedir perdão
Porém a voz da garganta já não sai
Arrependido ele aponta sobre o peito
A mesma arma que matou o próprio pai

Pobre velhinha vendo a triste verdade
Saiu chorando lamentando seu destino
Foi na cidade devolver naquele banco
Aquelas notas de dinheiro assassino

Dinero Asesino

Abandonando a sus padres en un barrio pobre
Un joven en particular se fue a la ciudad
Su padre le dijo, hijo mío ten cuidado
Porque el mundo está lleno de maldad

Pero el joven no quiso escuchar sus consejos
Y se fue solo por el mundo
Pensando solo en la vanidad y la riqueza
Y olvidó el profundo amor de madre

Los largos años pasaron lentamente
Mientras la suerte preparaba una trampa
Ese joven siguió el mal camino
Convirtiéndose en jefe de una terrible banda

Y en una noche cuando la ciudad dormía
Asaltó un gran banco en la avenida
Con su arma disparó al guardia nocturno
Un buen anciano que quedó sin vida

Después de conseguir mucho dinero
Pensó en sacar a sus padres de la pobreza
Volvió a casa para besar a su mamita
Puso los regalos y el dinero sobre la mesa

Al preguntar por su padre
La pobre anciana le hizo esta confesión
Su pobre padre era vigilante de un banco
Y fue asesinado por una banda de ladrones

Al escuchar esto quiso pedir perdón
Pero la voz de la garganta ya no salía
Arrepentido apuntó hacia su pecho
El mismo arma que mató a su propio padre

La pobre anciana al ver la triste verdad
Salió llorando lamentando su destino
Fue a la ciudad a devolver en aquel banco
Esos billetes de dinero asesino

Escrita por: José Fabisquiano de Assis / Lé Canhoto