395px

Canción I

Zeca Baleiro

Canção I

É bom que seja assim, Dionísio
Que não venhas
É bom que seja assim, Dionísio
Que não venhas

Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora
E sozinha supor
Que se estivesses dentro
Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora
Eu jamais ouviria atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto
Que não venhas, Dionísio

Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: Amanhã sim, virá
E o tempo de amanhã será riqueza
A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo

E o verso a cada noite se fazendo
De tua sábia ausência
E o verso a cada noite se fazendo
De tua sábia ausência

É bom que seja assim, Dionísio
Que não venhas
É bom que seja assim, Dionísio
Que não venhas

Voz e vento apenas
Das coisas do lá fora
E sozinha supor
Que se estivesses dentro
Essa voz importante e esse vento
Das ramagens de fora
Eu jamais ouviria atento
Meu ouvido escutaria
O sumo do teu canto
Que não venhas, Dionísio

Porque é melhor sonhar tua rudeza
E sorver reconquista a cada noite
Pensando: Amanhã sim, virá
E o tempo de amanhã será riqueza
A cada noite, eu Ariana, preparando
Aroma e corpo

E o verso a cada noite se fazendo
De tua sábia ausência
E o verso a cada noite se fazendo
De tua sábia ausência
De tua sábia ausência
De tua sábia ausência

Canción I

Es bueno que sea así, Dionisio
Que no vengas
Es bueno que sea así, Dionisio
Que no vengas

Solo la voz y el viento
De las cosas de afuera
Y suponer solitaria
Que si estuvieras adentro
Esa voz importante y ese viento
De las ramas de afuera
Nunca escucharía atentamente
Mi oído escucharía
El jugo de tu canto
Que no vengas, Dionisio

Porque es mejor soñar con tu rudeza
Y saborear la reconquista cada noche
Pensando: Mañana sí, vendrá
Y el tiempo de mañana será riqueza
Cada noche, yo, Ariana, preparando
Aroma y cuerpo

Y el verso cada noche tomando forma
De tu sabia ausencia
Y el verso cada noche tomando forma
De tu sabia ausencia

Es bueno que sea así, Dionisio
Que no vengas
Es bueno que sea así, Dionisio
Que no vengas

Solo la voz y el viento
De las cosas de afuera
Y suponer solitaria
Que si estuvieras adentro
Esa voz importante y ese viento
De las ramas de afuera
Nunca escucharía atentamente
Mi oído escucharía
El jugo de tu canto
Que no vengas, Dionisio

Porque es mejor soñar con tu rudeza
Y saborear la reconquista cada noche
Pensando: Mañana sí, vendrá
Y el tiempo de mañana será riqueza
Cada noche, yo, Ariana, preparando
Aroma y cuerpo

Y el verso cada noche tomando forma
De tu sabia ausencia
Y el verso cada noche tomando forma
De tu sabia ausencia
De tu sabia ausencia
De tu sabia ausencia

Escrita por: Hilda Hist / Zeca Baleiro