395px

Brazos Cruzados

Zélia Duncan

Braços Cruzados

Transe de violência
Vaidade demente
Guerras à nossa espreita
Restos à nossa frente

Que ferramenta eu uso pra viver?
Como é que eu faço pra ajudar você?

Desligo a TV pra que as crianças não achem normal
Todo dia matar , morrer, mas sobre o futuro, o que eu vou dizer?
O que eu vou dizer?

Alguém aqui acredita que não tem nada com isso?
Será que nada tem vínculo, tudo é por acaso?
Mas quem é que joga os dados? Deus ou seus diabos?
Quem decide qual o lado abençoado? Deus ou seus diabos?
Será que nenhum de vocês sabe falar português?

Em nome da nossa dor
Eu exijo um tradutor
Alguém de carne e osso
Alguém em quem se possa confiar um pouco

Que ferramenta eu uso pra viver?
Como é que eu faço pra ajudar você?

Desligo a TV pra que as crianças não achem normal
Todo dia matar , morrer, mas sobre o futuro, o que eu vou dizer?
O que eu vou dizer?

Alguém aqui acredita que não tem nada com isso?
Será que nada tem vínculo, tudo é por acaso?
Mas quem é que joga os dados? Deus ou seus diabos?
Quem decide qual o lado abençoado? Deus ou seus diabos?
Será que nenhum de vocês sabe falar português?

Em nome da nossa dor
Eu exijo um tradutor
Alguém de carne e osso
Alguém em quem se possa confiar um pouco

Eu quero menos abandono, mais cuidado
Cristo Redentor, eu vi seus braços cruzados
Tudo é ilusão
Ando pelas ruas tem de tudo, menos solução
Fecho os vidros, fecho a casa
Mas a alma não tem trinco, tá escancarada
Fecho a minha roupa, fecho a minha cara
Mas a alma não tem trinco
Nem defesa, nem nada

Em nome da nossa dor
Eu exijo um tradutor
Alguém de carne e osso
Alguém em quem se possa confiar um pouco

Em nome da nossa dor
Eu exijo um tradutor
Alguém de carne e osso
Alguém em quem se possa confiar um pouco

Brazos Cruzados

Trance de violencia
Vanidad demente
Guerras acechándonos
Restos delante de nosotros

¿Qué herramienta uso para vivir?
¿Cómo hago para ayudarte?

Apago la TV para que los niños no lo vean como normal
Matar, morir todos los días, pero sobre el futuro, ¿qué les diré?
¿Qué les diré?

¿Alguien aquí cree que no tiene nada que ver con esto?
¿Será que nada está conectado, todo es por casualidad?
Pero ¿quién tira los dados? ¿Dios o sus demonios?
¿Quién decide qué lado está bendecido? ¿Dios o sus demonios?
¿Será que ninguno de ustedes sabe hablar español?

En nombre de nuestro dolor
Exijo un traductor
Alguien de carne y hueso
Alguien en quien se pueda confiar un poco

¿Qué herramienta uso para vivir?
¿Cómo hago para ayudarte?

Apago la TV para que los niños no lo vean como normal
Matar, morir todos los días, pero sobre el futuro, ¿qué les diré?
¿Qué les diré?

¿Alguien aquí cree que no tiene nada que ver con esto?
¿Será que nada está conectado, todo es por casualidad?
Pero ¿quién tira los dados? ¿Dios o sus demonios?
¿Quién decide qué lado está bendecido? ¿Dios o sus demonios?
¿Será que ninguno de ustedes sabe hablar español?

En nombre de nuestro dolor
Exijo un traductor
Alguien de carne y hueso
Alguien en quien se pueda confiar un poco

Quiero menos abandono, más cuidado
Cristo Redentor, vi tus brazos cruzados
Todo es ilusión
Caminando por las calles hay de todo, menos solución
Cierro las ventanas, cierro la casa
Pero el alma no tiene cerrojo, está abierta de par en par
Cierro mi ropa, cierro mi cara
Pero el alma no tiene cerrojo
Ni defensa, ni nada

En nombre de nuestro dolor
Exijo un traductor
Alguien de carne y hueso
Alguien en quien se pueda confiar un poco

En nombre de nuestro dolor
Exijo un traductor
Alguien de carne y hueso
Alguien en quien se pueda confiar un poco

Escrita por: Pedro Luiz / Zélia Duncan