Pudim de Canha
Meu amigo era homem sério, hoje é um pudim-de-canha
Ficou mal-acostumado, tanto foi a botequim
Começou com um martelo pra esquecer uma chinoca
Se empolgou e tomou todas saiu virando cambalhota
Cambalhota é o apelido desse gênio da garrafa,
A cahaça é sua vida, sua escola é a manguaça
Seu sorriso é matreiro, pois seu prazer é duplicado
Onde tem duas morenas, cambalhota enxerga quatro
Olhe pra cima, olhe pra baixo... quem não fica vesgo é porque não tá borracho!
Cigarro ele não fuma, pra evitar uma explosão
Água ele não bebe, que engasga o coração
A ressaca ele cura quando toma outro porre
Põem o dedo na goela, mas recusa o engov
Devagar, quase parando, lá vem ele em zigue-zague
Com um perfume bagaceiro, pra matar qualquer vaidade
Volta e meia pede um troco:
- 'Presta aí uns cinco pila, que amizade vale ouro... ou então me paga uma birita!
Flan de Canha
Mi amigo solía ser un hombre serio, ahora es un flan de canha
Se mal acostumbró, tanto fue al bodegón
Empezó con un martillo para olvidar a una chica
Se entusiasmó y se tomó todo, terminó dando volteretas
Volteretas es el apodo de este genio de la botella,
La caña es su vida, su escuela es la borrachera
Su sonrisa es astuta, porque su placer se duplica
Donde hay dos morenas, volteretas ve cuatro
Mira arriba, mira abajo... ¡quien no se pone bizco es porque no está borracho!
No fuma cigarrillos, para evitar una explosión
No bebe agua, que le atraganta el corazón
La resaca la cura cuando se toma otro trago
Se mete el dedo en la garganta, pero rechaza el engov
Lento, casi deteniéndose, ahí viene él en zigzag
Con un perfume barato, para matar cualquier vanidad
De vez en cuando pide un cambio:
- 'Presta unos cinco pesos, que la amistad vale oro... ¡o sino págamela con una copa!