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Sin Que Nos Damos Cuenta

ZéVitor

Sem Que Nos Percamos

E eu sou participação na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

E não importa mais se eu tô sempre longe
Quando você se vai o meu amor se esconde
E demora a voltar, tem medo de se ferir
E não para de pensar em poder te ter aqui

Pegos em flagrante
Eu tô na porta da tua casa com uma saudade gigante
Nem a mais bela paisagem, nem os livros da minha estante
Foram capazes de conseguir me deixar distante

Longe de você
A inconsciência inventa o que não consigo ver
Eu componho histórias que gostaria de viver
E será utopia esse amor que digo conhecer?

Na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

Será que podemos amar sem que nos percamos?
Falo pelos percalços pelos quais passamos
Eu quis amar descalço e acabei pisando
Nos cacos quebrados do teu outro sonho

Será que o equilíbrio vou encontrar?
Será que eu aprendo, amor, a te amar?
Não consigo entender, não me importar e abster
Tempos modernos demais pra lidar

E acordei tentando esconder tão fundo o meu amor
Tentei que nem eu mesmo conseguisse achar
Pra esquecer aos poucos que você ficou
Do meu lado, meu amor, até eu te amar

Fingi pra mim que não te conheci
Que o seu carinho bom nunca me tocou
E que seu rosto nunca eu nem vi

Na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

Na sua realidade
Seu amor que mora do outro lado da cidade
O ermitão que se afasta da sociedade
Te conhecer acabou com a minha sobriedade

Sin Que Nos Damos Cuenta

Y yo soy parte de tu realidad
Tu amor que vive al otro lado de la ciudad
El ermitaño que se aleja de la sociedad
Conocerte acabó con mi sobriedad

Y ya no importa si siempre estoy lejos
Cuando te vas, mi amor se esconde
Y tarda en regresar, tiene miedo de lastimarse
Y no deja de pensar en tenerte aquí

Atrapado in fraganti
Estoy en la puerta de tu casa con una nostalgia gigante
Ni el paisaje más hermoso, ni los libros de mi estante
Lograron alejarme

Lejos de ti
La inconsciencia inventa lo que no puedo ver
Compongo historias que me gustaría vivir
¿Será utopía este amor que digo conocer?

En tu realidad
Tu amor que vive al otro lado de la ciudad
El ermitaño que se aleja de la sociedad
Conocerte acabó con mi sobriedad

¿Podemos amar sin que nos perdamos?
Hablo por los obstáculos por los que pasamos
Quise amar descalzo y terminé pisando
Los fragmentos rotos de tu otro sueño

¿Encontraré el equilibrio?
¿Aprenderé, amor, a amarte?
No logro entender, no me importa y me abstengo
Demasiado modernos los tiempos para lidiar

Y desperté intentando ocultar tan profundamente mi amor
Intenté que ni yo mismo pudiera encontrarlo
Para olvidar poco a poco que te quedaste
A mi lado, mi amor, hasta amarte

Fingí para mí que no te conocí
Que tu cariño nunca me tocó
Y que ni siquiera vi tu rostro

En tu realidad
Tu amor que vive al otro lado de la ciudad
El ermitaño que se aleja de la sociedad
Conocerte acabó con mi sobriedad

En tu realidad
Tu amor que vive al otro lado de la ciudad
El ermitaño que se aleja de la sociedad
Conocerte acabó con mi sobriedad

Escrita por: Zévitor Antunes