Mãe do Pracinha
O vapor está apitando, e chegou a hora de partir
Minha mãe não fique triste por ver seu filho seguir
Vou lutar em terra estranha manejando meu fuzil
É o dever de um brasileiro defender o seu Brasil
Adeus rios e matas verdes, não sei quando mais virei
Nesses olhos rasos d'água sua imagem eu guardarei
Por esta linda bandeira, como um bravo eu lutarei
Se eu morrer combatendo, com ela eu me cobrirei
Dentro da minha mochila, uma coisa eu vou levar
Um punhadinho de terra, pro mundo inteiro eu mostrar
Com ela eu serei enterrado, se na luta eu tombar,
Porque ela é brasileira, que Deus soube abençoar
Teu retrato, oh minha mãe, levo numa medalhinha
Se acaso eu não voltar, é porque era sorte minha.
Se um dia alguém perguntar quantos filhos você tinha,
Você diga com orgulho, eu tive um que foi "Pracinha".
Madre del Soldado
El vapor está pitando, y llegó la hora de partir
Mi madre, no te entristezcas al ver a tu hijo marchar
Lucharé en tierras extrañas manejando mi fusil
Es el deber de un brasileño defender su Brasil
Adiós ríos y selvas verdes, no sé cuándo volveré
En estos ojos llenos de lágrimas guardaré tu imagen
Por esta hermosa bandera, como un valiente lucharé
Si muero combatiendo, con ella me cubriré
Dentro de mi mochila, llevaré algo especial
Un puñado de tierra, para mostrar al mundo entero
Con ella seré enterrado, si caigo en la batalla
Porque ella es brasileña, que Dios supo bendecir
Tu retrato, oh madre mía, lo llevaré en una medallita
Si acaso no regreso, será porque así lo quiso el destino
Si algún día alguien pregunta cuántos hijos tenías
Dile con orgullo, tuve uno que fue un 'Soldado'
Escrita por: Serrinha / Teddy Vieira