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Luz Roja

Zico e Zeca

Luz Vermelha

No recanto que a maldade assemelha
E a honestidade por regime é proibida
No clarão de uma estranha luz vermelha
Tu construístes um mercado em tua vida

Nos conhecemos nesta vida tão errante
Sentimos juntos o desejo de amar
A luz vermelha apagou-se neste instante
E acendeu a luz risonha de um lar

Com saudades das orgias do passado
Em outra vida não pudeste acostumar
Em virtude dos teus erros praticados
Fui obrigado dos teus braços me afastar

Regressaste a viver no mesmo ambiente
A tua volta muita gente festejou
A luz vermelha acendeu-se novamente
A luz humilde para sempre se apagou

De madrugada quando desponta o clarão da aurora
A luz da lua vai se apagando na amplidão do espaço
Os coronéis que te abraçavam já foram-se embora
E os teus boêmios também já fugiram para outros braços

Luz Roja

En el rincón que se asemeja a la maldad
Y la honestidad por régimen está prohibida
En el resplandor de una extraña luz roja
Tú construiste un mercado en tu vida

Nos conocimos en esta vida tan errante
Sentimos juntos el deseo de amar
La luz roja se apagó en este instante
Y se encendió la luz risueña de un hogar

Con añoranza de las orgías del pasado
En otra vida no pudiste acostumbrarte
A causa de tus errores cometidos
Me vi obligado a alejarme de tus brazos

Regresaste a vivir en el mismo ambiente
A tu regreso mucha gente celebró
La luz roja se encendió nuevamente
La luz humilde para siempre se apagó

De madrugada cuando despunta el resplandor de la aurora
La luz de la luna va apagándose en la amplitud del espacio
Los señores que te abrazaban ya se han ido
Y tus bohemios también han huido a otros brazos

Escrita por: Benedito Seviero / Tião Carreiro