Duas Balas de Ouro
Eu inventei essa moda e não reparem no defeito
Inventei ela chorando sofrendo daquele jeito
Um caboclo apaixonado nunca faz nada direito
Coração que só padece faz morada nesse peito
Meu coração foi vencido mesmo assim ele reage
Vou matar quem não me ama quem mora nesta paragem
Eu mato ela e me mato, pois, eu tenho esta coragem
Viver sendo desprezado a vida não tem vantagem
Mandei fazer na Europa e não demora pra vim
Um revólver de platina e o cabo é de marfim
E duas balas de ouro duas vidas vai ter fim
Uma bala é pra ela e outra vai ser pra mim
Gosto tanto dessa ingrata, mas ela não me quer bem
E mando carta pra ela resposta pra mim não vem
Eu mato ela e me mato vai ser o jeito que tem
Ela não pode ser minha não vai ser de mais ninguém
Vou matar quem não me ama, quem não quer ser meu tesouro
Um tiro silencioso sem barulho e sem estouro
Dei tanto presente a ela durante o nosso namoro
Agora por despedida eu vou dar bala de ouro
Dos balas de oro
Inventé esta moda y no noto el defecto
Yo la inventé llorando sufriendo asi
Un caboclo apasionado nunca hace nada bien
Corazón que solo sufre habita en este cofre
Mi corazón ha sido golpeado pero reacciona
Mataré a quien no me quiera a quien viva en esta parada
La mato y me mato porque tengo este coraje
Vivir con la vida despreciada no tiene ninguna ventaja
Lo hice en Europa y no tardaré en llegar
Un revólver de platino y una empuñadura de marfil
Y dos balas de oro, dos vidas terminarán
Una bala es para ella y otra será para mi
Me gusta tanto esta ingrata, pero ella no me quiere
Y le mando una carta, respóndeme, no vengas
La mato y me mato sera como es
Ella no puede ser mía, no será de nadie más
Mataré a quien no me quiera, quien no quiera ser mi tesoro
Un disparo silencioso sin ruido y sin explosión
Le di tanto regalo durante nuestra cita
Ahora como despedida te daré una bala de oro
Escrita por: Lourival dos Santos / Sebastião Victor