Violão Amigo
Meus velhos amigos companheiros aqui da serra
Fazem comigo a derradeira serenata
Eu vou embora pra longe desta terra
Se não um dia a saudade ainda me mata
Vocês percebem os meus olhos cheio d'água
A dor que eu sinto nesta triste despedida
Sou um cativo condenado pela mágoa
Que pouco a pouco dominou a minha vida
Violão amigo me acompanha até à morte
Pra cumprir a negra sorte que Deus deu para nós dois
Mandei pra longe esta dor que me maltrata
Pra esquecer aquela ingrata que não sei pra onde foi
Cruel saudade de um sonho já desfeito
É companheira de quem vive abandonado
E uma esperança que morreu dentro do peito
E sepultada no jazigo do passado
Pelo desprezo dizem que homem não chora
Por mais que eu queira esquecer não sou capaz
Meus olhos choram por alguém que foi embora
Pra muito longe e talvez não volta mais
Amigo Guitarra
Mis viejos amigos compañeros aquí en la sierra
Hacen conmigo la última serenata
Me voy lejos de esta tierra
Si un día la añoranza aún me mata
Ustedes ven mis ojos llenos de lágrimas
El dolor que siento en esta triste despedida
Soy un cautivo condenado por la amargura
Que poco a poco dominó mi vida
Guitarra amiga me acompaña hasta la muerte
Para cumplir el negro destino que Dios nos dio
Envié lejos este dolor que me maltrata
Para olvidar a aquella ingrata que no sé a dónde fue
Cruel añoranza de un sueño ya deshecho
Es compañera de quien vive abandonado
Y una esperanza que murió dentro del pecho
Y sepultada en la tumba del pasado
Por el desprecio dicen que el hombre no llora
Por más que quiera olvidar no soy capaz
Mis ojos lloran por alguien que se fue
Muy lejos y tal vez no regrese
Escrita por: Benedito Seviero, Zilo