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Flor de la Bohemia

Zilo e Zalo

Flor da Boemia

Deixei a vida de boêmio sofredor
E não quis mais trocar a noite pelo dia
Porque o destino me entregou a linda flor
Que enfeitava o jardim da boemia
Naquela noite que sorrindo eu fui embora
A flor da lama resolveu me acompanhar
Mas com saudade das orgias de outrora
Em outra vida ela não pode acostumar

Ela voltou para o lugar que ela vivia
Porque não pode viver dentro de um lar
Voltou de novo a enfeitar as noites frias
Em sua ausência eu não pude suportar
Desesperado eu voltei no mesmo ambiente
Que um dia eu jurei não por os pés
Fui obrigado a contemplar novamente
A luz vermelha que ilumina os cabarés

E quantas vezes pra aumentar o meu desgosto
Eu fico olhando pela fresta da janela
E revelando a tristeza em meu rosto
Amargurado eu vejo outro nos braços dela

Flor de la Bohemia

Dejé la vida de bohemio sufridor
Y ya no quise cambiar la noche por el día
Porque el destino me entregó la hermosa flor
Que adornaba el jardín de la bohemia
En esa noche que sonriendo me fui
La flor del fango decidió acompañarme
Pero con nostalgia de las orgías de antaño
En otra vida ella no pudo acostumbrarse

Ella regresó al lugar donde vivía
Porque no podía vivir dentro de un hogar
Regresó de nuevo a adornar las noches frías
En su ausencia no pude soportar
Desesperado volví al mismo ambiente
Que un día juré no poner los pies
Me vi obligado a contemplar nuevamente
La luz roja que ilumina los cabarés

Y cuántas veces para aumentar mi desdicha
Me quedo mirando por la rendija de la ventana
Y mostrando la tristeza en mi rostro
Amargado veo a otro en sus brazos

Escrita por: Benedito Seviero / Zalo