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Rincón del Sertão

Zilo e Zalo

Cantinho de Sertão

No fim do ano eu voltei ao meu sertão
Fui rever a minha vida do passado
Vi um cenário que cortou meu coração
Meu lugarejo está tudo abandonado

Na igrejinha onde um dia me casei
Não se reúnem mais meus irmãos de fé
E da casinha onde há tempo eu morei
Restam somente quatro esteios em pé

Foi o progresso, foi a grande evolução
Quem matou meu lugarejo, meu cantinho de sertão

Com que tristeza contemplei o casarão
Que pertencia para o meu finado pai
O seu telhado quase todo foi ao chão
E as paredes estão todas cai, não cai

O padroeiro São João da Freguesia
A sua data quase ninguém mais festeja
Por todo lado só se vê casa vazia
Por onde anda minha gente sertaneja

Rincón del Sertão

Al final del año regresé a mi sertão
Para revisar mi vida pasada
Vi un escenario que partió mi corazón
Mi pueblito está completamente abandonado

En la iglesita donde un día me casé
Ya no se reúnen mis hermanos de fe
Y de la casita donde viví hace tiempo
Solo quedan cuatro postes en pie

Fue el progreso, fue la gran evolución
Quién mató a mi pueblito, mi rincón del sertão

Con qué tristeza contemplé la gran casa
Que pertenecía a mi difunto padre
Su techo casi todo se derrumbó
Y las paredes están a punto de caer, no caer

El patrón San Juan de la Parroquia
Casi nadie celebra su día
Por todas partes solo se ven casas vacías
¿Dónde está mi gente sertaneja?

Escrita por: Benedito Seviero / Roberto Nunes