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Alma de Caboclo

Zilo e Zalo

Alma de Caboclo

É cruel a minha saudade que eu sinto neste instante
Recordando tão distante o sertão onde nasci
Recordando Rio Verde a cachoeira murmurante
A floresta verdejante que deixei longe daqui

Vou voltar pra minha terra, vou matar minha saudade
Pois na vida da cidade eu não me acostumei
O bom filho à casa torna bem por isto estou de volta
Vou bater na mesma porta que um dia abandonei

Minha alma de caboclo se alegra e se encanta
Quando a cigarra canta numa tarde de calor
Quando chega a madrugada o sertanejo levanta
Porque o galo quando canta é o seu despertador

O caboclo sertanejo é um herói desconhecido
Porque não é promovido com medalha e galardão
Mas na luta do progresso no Brasil de sul a norte
O seu braço rijo e forte é o esteio da nação

Alma de Caboclo

Es cruel mi nostalgia que siento en este momento
Recordando tan lejos el sertón donde nací
Recordando Río Verde, la cascada murmurante
La selva frondosa que dejé lejos de aquí

Voy a volver a mi tierra, a calmar mi nostalgia
Porque en la vida de la ciudad no me acostumbré
El buen hijo vuelve a casa, por eso estoy de regreso
Voy a golpear la misma puerta que una vez abandoné

Mi alma de caboclo se alegra y se encanta
Cuando la cigarra canta en una tarde de calor
Cuando llega la madrugada, el campesino se levanta
Porque el gallo al cantar es su despertador

El caboclo campesino es un héroe desconocido
Porque no es reconocido con medallas y galardones
Pero en la lucha del progreso en Brasil de sur a norte
Su brazo firme y fuerte es el pilar de la nación

Escrita por: Paulinho Batista / Zilo