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El regreso del Seresteiro

Zilo e Zalo

A Volta do Seresteiro

Companheirada eu aqui estou de novo
Foi a saudade que me obrigou voltar
Quem foi criado pelos braços deste povo
Em outros cantos nunca pode acostumar
Vocês bem sabem a razão que eu fui embora
E até jurei de nunca mais voltar aqui
Pois a mulher que eu mais amei com outro mora
Só Deus quem sabe quanta dor eu já senti

Porém agora junto com meus velhos amigos
Só hei de amar esta lua cor de prata
Esta viola que sempre sofreu comigo
Me acompanha nesta nova serenata
Revendo ao alto a linda luz da lua cheia
E ouvindo a voz de meus velhos companheiros
Ao som dolente nesta viola que ponteia
Eu canto as mágoas de um pobre seresteiro

Hoje meu peito tem profunda cicatriz
O meu destino é amar quem não me quer
Eu sei que ela com outro vive feliz
Eu não consigo gostar de outra mulher
E quando eu passo no lugar que ela morava
Eu não suporto nem olhar mais na janela
Relembro as tardes que ela sempre me esperava
E as horas alegres que passei ao lado dela

El regreso del Seresteiro

Compañero, aquí estoy de nuevo
Fue la nostalgia la que me obligó a volver
Quien fue levantado por los brazos de este pueblo
En otros rincones nunca te acostumbras
Tú bien sabes la razón por la que me fui
Y hasta juré no volver aquí
Para la mujer que mas amaba con otra vida
Solo Dios sabe cuanto dolor he sentido

Pero ahora junto con mis viejos amigos
Solo amaré esta luna plateada
Esta viola que siempre sufrio conmigo
Acompañame en esta nueva serenata
Mirando hacia la hermosa luz de la luna llena
Y escuchando la voz de mis viejos compañeros
Al sonido doloroso de esta viola que puntúa
yo canto las penas de una pobre serenata

Hoy mi pecho tiene una profunda cicatriz
Mi destino es amar a quien no me quiere
yo se que ella vive feliz con otro
no me puede gustar otra mujer
Y cuando paso por el lugar donde ella vivía
Ya ni siquiera soporto mirar por la ventana
Recuerdo las tardes que siempre me esperaba
Y las horas felices que pasé con ella

Escrita por: Benedito Seviero / Zalo