O Filho do Ladrão
Uma criança com apenas nove anos
Triste chorava por ver tanta ingratidão
Quando o juiz mandou a ordem em sua casa
Para prender o seu papai do coração
Dos seus olhinhos tristes lágrimas caíram
Seu papaizinho iria agora pra prisão
Triste batia seu pobre coraçãozinho
Ao separar-se do seu pai de estimação
No outro dia quando ele foi pra escola
Seus amiguinhos não lhe deram atenção
Ninguém brincava com o pobre coitadinho
Todos diziam que era filho de um ladrão
Os seus olhinhos sempre molhados de pranto
Da vida dura da amarga traição
Passava fome ao lado da sua mãezinha
Que trabalhava pra poder ganhar o pão
Um certo dia pra aumentar seu sofrimento
Sua mãezinha não pode mais trabalhar
Caiu de cama na pobreza em que vivia
Sem ter ninguém que os quisesse amparar
Porém um dia aquele pobre inocente
Entrou na igreja e começou a reclamar
Ajoelhou aos pés de Deus crucificado
E desse jeito começou a conversar
(Senhor, aqui estou eu ajoelhado
Me desculpe se é pecado
Mas eu vim pra lhe falar
Olha, meu papaizinho está tão ausente
E minha mãezinha está doente
Sem poder sem levantar
Senhor, agora eu vou me retirando
Pois minha mãezinha está me esperando
Ao lado dela eu preciso ir
Me desculpe se eu entrei aqui na igrejinha
Com minha roupa rasgadinha
É porque não tinha outra nova pra vestir
Eu vim pedir para curar minha mãezinha
É ela que lava minha roupinha
E trabalha pra me tratar
Se ela morrer eu vou viver não sei aonde
Por isso quero que me responde
Se vai mesmo me ajudar)
Naquele instante tristes lágrimas cairam
Pelo rostinho daquela pobre criança
Quando uma voz disse pra ele, meu filhinho
Creia em mim, eu sou a única esperança
Pode ir pra casa junto da sua mãezinha
Lembre de mim e pode ficar sossegado
Porque aqueles que chamam pelo meu nome
Eu estarei eternamente a seu lado
El Hijo del Ladrón
Un niño de apenas nueve años
Lloraba tristemente al ver tanta ingratitud
Cuando el juez envió la orden a su casa
Para arrestar a su querido papá
De sus ojitos tristes caían lágrimas
Su papito iría ahora a la cárcel
Tristemente latía su pobre corazón
Al separarse de su padre querido
Al día siguiente, cuando fue a la escuela
Sus amiguitos no le prestaron atención
Nadie jugaba con el pobre desdichado
Todos decían que era hijo de un ladrón
Sus ojitos siempre húmedos de llanto
De la vida dura y la amarga traición
Pasaba hambre al lado de su mamita
Que trabajaba para ganar el pan
Un día, para aumentar su sufrimiento
Su mamita ya no pudo trabajar
Cayó enferma en la pobreza en que vivían
Sin tener a nadie que los quisiera amparar
Pero un día, aquel pobre inocente
Entró en la iglesia y comenzó a hablar
Se arrodilló ante Dios crucificado
Y de esa manera comenzó a conversar
(Señor, aquí estoy arrodillado
Perdóneme si es pecado
Pero vine a hablarle
Mire, mi papito está tan ausente
Y mi mamita está enferma
Sin poder levantarse
Señor, ahora me retiro
Porque mi mamita me espera
Necesito estar a su lado
Perdóneme si entré a la iglesita
Con mi ropa rota
Es que no tenía otra nueva para vestir
Vengo a pedirle que cure a mi mamita
Ella es la que lava mi ropita
Y trabaja para cuidarme
Si ella muere, no sé dónde viviré
Por eso quiero que me responda
Si realmente me va a ayudar)
En ese instante, tristes lágrimas cayeron
Por el rostro de ese pobre niño
Cuando una voz le dijo, mi pequeño
Cree en mí, soy tu única esperanza
Puedes ir a casa junto a tu mamita
Recuerda de mí y quédate tranquilo
Porque aquellos que invocan mi nombre
Estaré eternamente a tu lado
Escrita por: Leo Canhoto / Zilo