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Nostalgia de Clevenice

Zita Carreiro e Carreirinho

Saudade de Clevenice

Eu tenho
Saudade de tudo na vida
Saudade dos meus amigos
Saudade da minha terra
Saudade da casa branca
Lá bem na costa da serra

Saudade das pescarias
Das caçadas de perdiz
Do cantar da seriema
Oh! que tempo tão feliz

De tudo isto na vida
Eu sinto grande saudade
Tão longe vejo de mim
Minha doce mocidade

Quem me ver sorrindo assim
Não faz ideia
Meu riso esconde
Minha alma amargurada

Tudo que eu já lhe contei
Sinto saudade
Mas francamente
Por si só não era nada

A noite cai
E o silêncio e a saudade
Meus companheiros
Das terríveis madrugadas

Num dia
O céu amanheceu nublado
Era dia dez de março
À respeito ainda não diz
Eu tinha uma filha moça
Seu nome era Clevenice

Nesse dia foi à praia
Pra tomar banho de mar
As ondas que leva e traz
Levou pra não mais voltar

Levou consigo a alegria
Deixando eterna saudade
A minha querida filha
Que foi para a eternidade

Nostalgia de Clevenice

Extraño
todo en la vida
A mis amigos extraño
A mi tierra extraño
A la casa blanca
Allá en la costa de la sierra

Extraño las pescas
Las cacerías de perdices
El canto del alma de la tierra
¡Oh! qué tiempo tan feliz

De todo esto en la vida
Siento una gran nostalgia
Tan lejos veo de mí
Mi dulce juventud

Quien me ve sonriendo así
No tiene idea
Mi risa esconde
Mi alma amargada

Todo lo que te he contado
Extraño
Pero sinceramente
Por sí solo no era nada

La noche cae
Y el silencio y la nostalgia
Mis compañeros
De las terribles madrugadas

Un día
El cielo amaneció nublado
Era el diez de marzo
Al respecto aún no se dice
Tenía una hija joven
Su nombre era Clevenice

Ese día fue a la playa
A bañarse en el mar
Las olas que van y vienen
Se la llevaron para no volver más

Se llevó consigo la alegría
Dejando una eterna nostalgia
A mi querida hija
Que se fue a la eternidad

Escrita por: Cafezinho / Carreirinho