Gozando a Vida do Mensalão
Arembepe, jeriquaquara, ubatuba, camboriú
Saquarema, farol da barra, porto seguro, mares do sul
Uma dose de aguardente diferente
É quase tudo que eu quero estando em frente a esse mar
Doze latas de cervejas bem geladas
Uma carne bem tostada e o meu papo pro ar
Vou levando a minha vida de turista
Tem muita mulher bonita querendo me namorar
Enquanto isso na favela a guerra explode
É o pobre que se fode, não estou nem lá pra ver
Tomo cuidado, fico longe da encrenca
Quando o pau arrebenta vejo só pela tv
Não tenho culpa se a coisa é desse jeito
Porque eu sou um sujeito que só pensa em bem viver
Capacho eu sou do rei. eu obedeço a sua lei
O meu salário cem mil por mes. vou ao trabalho de quando em vez
E assim eu vou gozando a minha vida
E a gordura da barriga que só tende a aumentar
Só tenho medo de que um dia tudo acabe
Como disse o meu compadre, eu vou ter que trabalhar
Eu não guardei dinheiro em vinte anos
Não sei se foi um engano, não sei economizar
Mamo na teta dessa vaca há muito tempo
Aposentei o meu jumento e nem mesmo quis casar
Mas se um dia eu perco a boca desse emprego
Volto pro meu vilarejo no sertão do ceará
Uma bodega pra ficar vendendo pinga
E as coisa da caatinga, e com isso vou lucrar
Conversas de botequim, cultura tupiniquim
O mensalão chega pra mim, minhas férias não tem mais fim
Arembepe, jeriquaquara, ubatuba, camboriú
Saquarema, farol da barra, porto seguro mares do sul
Disfrutando la vida del Mensalão
Arembepe, jeriquaquara, ubatuba, camboriú
Saquarema, farol da barra, porto seguro, mares do sul
Una copa de aguardiente diferente
Es casi todo lo que quiero estando frente a este mar
Doce latas de cerveza bien frías
Una carne bien tostada y mi charla al aire
Voy llevando mi vida de turista
Hay muchas mujeres bonitas queriendo enamorarme
Mientras tanto en la favela la guerra estalla
Es el pobre el que se jode, no estoy ni ahí para ver
Tomo precauciones, me mantengo lejos de problemas
Cuando la cosa se pone fea solo veo por la tv
No tengo la culpa si las cosas son así
Porque soy un tipo que solo piensa en vivir bien
Soy un lacayo del rey, obedezco su ley
Mi salario cien mil por mes, voy al trabajo de vez en cuando
Y así sigo disfrutando mi vida
Y la grasa de la barriga que solo tiende a aumentar
Solo temo que un día todo termine
Como dijo mi compadre, tendré que trabajar
No guardé dinero en veinte años
No sé si fue un error, no sé ahorrar
Chupo de la teta de esa vaca desde hace mucho tiempo
Jubilé a mi burro y ni siquiera quise casarme
Pero si un día pierdo la boca de este trabajo
Vuelvo a mi aldea en el sertão de Ceará
Una tienda para vender aguardiente
Y las cosas del sertón, y con eso voy a ganar
Charlas de bar, cultura brasileña
El Mensalão llega para mí, mis vacaciones no tienen fin
Arembepe, jeriquaquara, ubatuba, camboriú
Saquarema, farol da barra, porto seguro, mares do sul
Escrita por: Zoroastro Paulo Freitas Bittencourt Vieira