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El Regreso del Asa Blanca

Zoroastro

A Volta da Asa Branca

Já faz três noites que no norte relampeia
A asa branca ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai, eu vou me embora, vou cuidar da "prantação"
Já bateu asas e voltou pro meu sertão
Ai, ai, eu vou me embora, vou cuidar da "prantação"

A seca fez e deserdar da minha terra
Mas felizmente deus agara se "alembrou"
De mandar chuva "presse" sertão sofredor
Sertão das "mulé" sérias, dos "homis" trabalhador
De mandar chuva "presse" sertão sofredor
Sertão das "mulé" sérias, dos "homis" trabalhador

Rios correndo, as cachoeiras estão zuando
Terra molhada, mato verde, que riqueza
E a asa branca tarde canta que beleza
Ai, ai, o povo alegre, mais alegre a natureza
E a asa branca tarde canta que beleza
Ai, ai, o povo alegre, mais alegre a natureza

Revendo a chuva me "arrecordo" de rosinha
A linda flor do meu sertão pernambucano
E se a safra não atrapalhar meus "pranos"
Que é que há, óh seu vigário, vou casar no fim do ano
E se a safra não atrapalhar meus "pranos"
Que é que há, óh seu vigário, vou casar no fim do ano

El Regreso del Asa Blanca

Ya hace tres noches que en el norte relampaguea
El asa blanca escuchando el rugido del trueno
Ya batió alas y regresó a mi sertón
Ay, ay, me voy, voy a cuidar de la plantación
Ya batió alas y regresó a mi sertón
Ay, ay, me voy, voy a cuidar de la plantación

La sequía hizo desheredar mi tierra
Pero afortunadamente Dios ahora se acordó
De enviar lluvia a este sertón sufrido
Sertón de mujeres serias, de hombres trabajadores
De enviar lluvia a este sertón sufrido
Sertón de mujeres serias, de hombres trabajadores

Ríos corriendo, las cascadas están sonando
Tierra mojada, verde vegetación, ¡qué riqueza!
Y el asa blanca canta tarde, ¡qué belleza!
Ay, ay, la gente alegre, más alegre la naturaleza
Y el asa blanca canta tarde, ¡qué belleza!
Ay, ay, la gente alegre, más alegre la naturaleza

Recordando la lluvia, recuerdo a Rosinha
La hermosa flor de mi sertón pernambucano
Y si la cosecha no arruina mis planes
¿Qué pasa, oh señor cura? Me casaré a fin de año
Y si la cosecha no arruina mis planes
¿Qué pasa, oh señor cura? Me casaré a fin de año

Escrita por: Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga