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DESAFÍO

Zoroastro

DESAFIO

Pêlo preto, grande rabo
O bicho se aproximou
O bode era o diabo
Ele me desafiou
Aceitei o desafio
A peleja começou
Ele disse Zoroastro
Ninguém pode comigo
Mas eu disse, ó diabo
Lhe imponho o castigo
Você manda no inferno
Mas aqui corre perigo
Eu não temo o seu berro
Eu não temo o inimigo
Pois em mim não mete medo
És um anjo decaído
O seu cheiro de enxôfre
Pode até me deixar tonto
Eu conheço seu trabalho
Eu não vou perder o ponto

O diabo foi dizendo
Que sou mal acostumado
Ele foi se descrevendo
Me deixando assombrado
Disse que um ser humano
Sempre acaba enrolado
Que perdoa meu engano
Se eu deixar tudo de lado
Eu lhe disse, ó Satanás
Não sou de mandar recado
Sua fala é ineficaz
Você é desafinado
Os seus olhos vermelhos
Não me deixa espantado
Você fica de joelhos
Não aguenta meu trovado
De repente esta figura
Deu um berro estralado
Percebeu a desventura
E saiu muito abalado

Os seus olhos vermelhos
Não me deixa espantado
Você fica de joelhos
Não aguenta meu trovado
De repente esta figura
Deu um berro estralado
Percebeu a desventura
E saiu muito abalado

DESAFÍO

Pelo negro, gran cola
La bestia se acercó
El chivo era el diablo
Él me desafió
Acepté el desafío
La pelea comenzó
Él dijo Zoroastro
Nadie puede conmigo
Pero yo le dije, oh diablo
Te impongo el castigo
Tú mandas en el infierno
Pero aquí corres peligro
No temo tu grito
No temo al enemigo
Porque en mí no da miedo
Eres un ángel caído
Tu olor a azufre
Puede hasta marearme
Conozco tu trabajo
No voy a perder el hilo

El diablo fue diciendo
Que soy mal acostumbrado
Él fue describiéndose
Dejándome asombrado
Dijo que un ser humano
Siempre acaba enredado
Que perdone mi error
Si dejo todo de lado
Yo le dije, oh Satanás
No soy de mandar recados
Tu charla es ineficaz
Eres desafinado
Tus ojos rojos
No me dejan asustado
Te arrodillas
No aguantas mi trovado
De repente esta figura
Dio un grito estruendoso
Se dio cuenta de la desventura
Y salió muy afectado

Tus ojos rojos
No me dejan asustado
Te arrodillas
No aguantas mi trovado
De repente esta figura
Dio un grito estruendoso
Se dio cuenta de la desventura
Y salió muy afectado

Escrita por: Paulo Freitas Bittencourt Vieira